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Davi Lucas da Silva Santos (Foto: Reprodução)Davi Lucas da Silva Santos (Foto: Reprodução)

Menino brincava na rua quando foi atingido durante tiroteio entre criminosos na noite de quinta-feira (18). Homem também foi baleado e segue internado

A mãe do garoto de 10 anos que morreu após ser atingido por uma bala perdida, em Jauá, na cidade de Camaçari, região metropolitana de Salvador, está desolada. Ela foi uma das primeiras pessoas que viu o pequeno após ser baleado em uma troca de tiros entre criminosos na noite de quinta-feira (18). Em entrevista à TV Bahia nesta sexta (19), Izadora Silva contou que, apesar de novo, o filho tinha muitos sonhos, e lamentou pela trajetória ter sido interrompida.

“Eu não vou mais poder ver meu filho. Os planos de meu filho, os sonhos, tudo foi jogado no lixo. Ele tinha o sonho de ser alguém. Ele tinha um canal no YouTube, fazia vídeos. Sempre animado para essas coisas”, disse a mãe.

Davi Lucas da Silva Santos estava brincando na Rua São Francisco, onde morava com a família, quando aconteceu o tiroteio. Testemunhas contam que homens armados teriam chegado na região atirando contra rivais. Na troca de tiros, o menino e um homem que também estava na rua foram baleados. O homem foi socorrido e segue internado na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Arembepe, também em Camaçari.

Já o menino, que foi levado para a mesma unidade de saúde pelo pai, não resistiu. A família conta que Davi foi atingido no peito. Para a TV Bahia, a mãe do garoto contou que ele era quieto e tímido, que gostava de ficar em casa e que tinha começado a brincar na rua há pouco tempo, por incentivo de familiares. Na noite de quinta, o menino havia pedido para a mãe para ficar na rua.

“Os meninos sempre brincavam aqui fora. Aí ele se enturmou com os meninos. E ontem ele me pediu: Minha mãe, eu posso brincar?’. Eu jamais ia imaginar. Eu deixei meu filho ir”, disse Izadora.

O local onde aconteceu o crime fica em frente a um comércio que a família de Davi mantém. Além da mãe do menino, dois irmãos dele estavam no estabelecimento quando aconteceu o tiroteio. Izadora contou que se jogou no chão com as crianças para proteger os filhos. No entanto, não conseguiu ajudar Davi, que estava do lado de fora. O marido dela fazia entregas no momento do crime. Ele chegou em seguida.

Após ter a morte atestada, o corpo do menino foi levado para o Instituto Médico Legal (IML), onde segue nesta sexta-feira. Muito abalada com a situação, a família ainda não sabe quando e onde será o sepultamento de Davi.

Ainda em entrevista à TV Bahia, familiares e vizinhos do menino disseram que a região onde aconteceu o tiroteio tem tido muitos assaltos e outros crimes, e que não há policiamento na região. Em nota, a Polícia Militar disse que reforçou a atuação policial após o crime e fez buscas, mas nenhum suspeito foi localizado. A corporação não comentou a denúncia.

A autoria e motivação do tiroteio estão sendo apuradas pela 26ª Delegacia Territorial (DT\Vila de Abrantes). Em nota enviada, a Polícia Civil informou que testemunhas já foram convocadas para prestar esclarecimentos na unidade.

Ainda conforme a polícia, a delegacia também já solicitou imagens de câmeras de segurança da região onde aconteceu a troca de tiros para ajudar na identificação dos envolvidos. Até a última atualização desta reportagem, ninguém havia sido preso.

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