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Mulher incentiva um paciente com covid-19 a soprar as velas acesas sobre um bolo de aniversário, que logo em seguida seria consumido por várias outras pessoas (Foto: Print/Vídeo)
Mulher incentiva um paciente com covid-19 a soprar as velas acesas sobre um bolo de aniversário, que logo em seguida seria consumido por várias outras pessoas (Foto: Print/Vídeo)

Parece até fake news, mas infelizmente tem um vídeo mostrando que é real: um paciente internado na enfermaria da Unidade de Pronto Atendimento do Belo Horizonte (UPA BH), em Mossoró, no Rio Grande do Norte, uma mulher incentiva um paciente com covid-19 a soprar as velas acesas sobre um bolo de aniversário, que logo em seguida seria comido por várias outras pessoas.

A cena começa até bonita, apesar de questionável: em uma enfermaria - com vários pacientes - várias pessoas da equipe médica da unidade e também civis estão segurando bolos e outras coisas. Uma das mulheres faz um discurso bonito. Ela fala para o homem que estão ali para comemorar o aniversário dele, já que ele não pode sair, e garante que todos ali estão de dedicando para que ele volte para casa logo.

Em seguida, as cerca de 10 pessoas cantam parabéns e filmam, enquanto outros pacientes permanecem em seus leitos. Não dá para saber se eles sequer foram consultados sobre a comemoração, mas é notável que não se envolvem. Nenhum dos profissionais parece se incomodar com a aglomeração.

SOPRAR VELINHAS

A cena mais absurda, no entanto, é no final da tradicional cantiga: uma das mulheres vai até o homem, que está usando um ventilador manual, retira a máscara dele e o incentiva a soprar as velinhas, enquanto outra aproxima o bolo do homem. Nenhuma das profissionais de saúde questiona o gesto.

Para confirmar a total falta de bom senso, a frase dita pouco antes de o vídeo ser interrompido completa a informação: "Agora vamos dividir o bolo".

Junto com o vídeo, compartilhado através do WhatsApp, veio um áudio em que um homem não identificado descreve bem a cena: "de boas intenções o inferno está cheio", diz ele, acrescentando que o aniversariante é figura bem conhecida na cidade.

TRANSMISSÃO

Até o momento, não há comprovação científica à respeito da transmissão do coronavírus através da ingestão de alimentos contaminados, mas, também não há comprovação do contrário. O que se sabe ao certo é que, apesar de precisar de um hospedeiro para se multiplicar, o vírus é capaz de sobreviver por até três dias em determinadas superfícies e até 2h30 em suspensão no ar.

É de se imaginar que uma carga viral alta despejada diretamente sobre um bolo de aniversário que será imediatamente repartido comido chegue viva ao corpo da pessoa que o comer. E se não pelo bolo, a contaminação ocorre pelo ar, assim que a pessoa retirar a máscara.

Vídeo

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