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A montadora de automóveis selou um acordo nesta quarta-feira, 12, em assembleia com o Sindicato dos Metalúrgicos (STIM) (Foto: Reprodução)
A montadora de automóveis selou um acordo nesta quarta-feira, 12, em assembleia com o Sindicato dos Metalúrgicos (STIM) (Foto: Reprodução)

Com uma história de duas décadas como responsável por parte importante da atividade econômica do polo industrial de Camaçari, a Ford encerrou de vez suas atividades na Bahia. A montadora de automóveis selou um acordo nesta quarta-feira, 12, em assembleia com o Sindicato dos Metalúrgicos (STIM), e pôs fim ao imbróglio que teve início em janeiro, quando anunciou a decisão.

Dos cerca de quatro mil funcionários lotados em Camaçari, aproximadamente 70% será contemplado com o acordo, que prevê o pagamento de indenização mínima de R$ 130 mil para todos eles, independente do tempo de serviço.

O cálculo-base determina que os funcionários operacionais recebam 2,05 salários nominais por ano trabalhado, acrescido de um valor fixo adicional. Já os trabalhadores administrativos têm direito a um salário nominal por cada no trabalhado na montadora.

O acordo inclui ainda a concessão de seis meses de plano de saúde por meio do Sindicato e uma remuneração extra para os trabalhadores operacionais que possuem algum tipo de restrição médica.

A multinacional sediada nos EUA informou que vai também promover um programa de qualificação dos profissionais e ajudá-los a se recolocarem no mercado, por meio de uma empresa especializada.

A partir da próxima semana a Ford deve disponibilizar no sistema interno da empresa o Plano de Demissão Incentivada, que precisa ser homologado individualmente por cada trabalhador, que tem um prazo de 15 dias para assinar o acordo.

Os que não aceitarem, podem tentar o ressarcimento pela Justiça

Allan Hayama, diretor do Sindicato dos Engenheiros da Bahia (SENGE-BA) e engenheiro de produção da Ford, acredita que o acordo oferecido pela Ford satisfaz a maior parte dos funcionários, pois privilegia os que tem menos tempo de trabalho e salários menores. "Eventualmente um funcionário que pelas contas receberia R$ 60 mil, vai receber R$ 130 mil", diz.

O engenheiro explica que o abono é escalonado. Aqueles que pelo cálculo somarem um valor acima de R$ 130 mil e menor que R$ 150 mil, vão receber mais R$ 20 mil de abono. Já os que o valor supera R$ 150 mil, vão receber um acréscimo de R$ 30 mil.

Allan, no entanto, faz parte dos 700 trabalhadores do setor de Desenvolvimento de Produto que não vão receber nem um centavo do acordo, pois ainda fazem parte do quadro de funcionários da empresa.

Ao menos até dezembro, a última fábrica do país localizada em Novo Horizonte, no Ceará, seguirá operando e os seus empregos estão assegurados. Depois disso, não há garantia de que vão continuar na multinacional.

Caso sejam demitidos, os engenheiros da área não sabem se poderão se beneficiar do acordo, já que este foi selado pelo Sindicato dos Metalúrgicos e contempla os funcionários demitidos. Atualmente, eles seguem em home office desenhando projetos para as filiais nos Estados Unidos.

"Em tese, trabalhar de home office é bom, pode ficar com a família mas tem os seus prós e contras. O problema é que não sabemos do futuro [...] se futuramente a Ford demitir, será que vamos ter garantia do plano de demissão assegurado? Não está claro para ninguém isso", disse Allan Hayama em entrevista ao grupo A TARDE.

O impacto para a economia local ainda é enorme, segundo a Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), que indica que o setor automotivo representa cerca de 5,5% do Valor de Transformação Industrial na Bahia.

Ainda em janeiro, o governador Rui Costa (PT) entrou em contato com as embaixadas de países asiáticos para tentar atrair investimentos automobolísticos e aproveitar a mão-de-obra dos trabalhadores dispensados pela Ford.

História

A Ford foi a primeira fábrica automobilística implantada no Brasil, ainda em 1919, sendo a filial no Centro de São Paulo a precursora. Ao longo dos anos a montadora foi expandindo para outras cidades enquanto acompanhava o 'boom' dos automóveis em todo o mundo.

Nos anos 30, o dono da multinacional, Henry Ford fundou a Fordlândia, uma vila localizada no Pará e que servia para a obtenção de matéria-prima fundamental para a produção dos carros, como a borracha extraída das seringueiras e utilizada nos pneus.

Na Bahia, a empresa chegou em 2001 onde instalou em Camaçari o Complexo Industrial Ford Nordeste, com procedimentos avançados de tecnologia e produção. À época, o investimento na fábrica foi de R$ 1,3 bilhão com a estimativa de 150 mil carros montados por ano.

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