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Os similares não necessariamente passam pelos processos nos quais passam os genéricos, portanto os genéricos são mais aconselháveis (foto/CFF/ Marcelo Franco)
Os similares não necessariamente passam pelos processos nos quais passam os genéricos, portanto os genéricos são mais aconselháveis (foto/CFF/ Marcelo Franco)

Uma pessoa se dirige a uma farmácia com a receita médica em mãos, ao que é informado pelo farmacêutico: “Não temos o remédio de marca, mas temos o genérico e o similar, que são até mais baratos”. Então surge a dúvida: Genérico e similar? Qual a diferença entre ambos?

Vamos por partes. Os medicamentos genéricos possuem rigorosamente as mesmas características e efeitos sobre o organismo do paciente pelo fato de terem passado por testes de bioequivalência, que servem para comprovar que dois produtos de idêntica forma farmacêutica, contendo a mesma composição, qualitativa e quantitativa, de princípio ativo, são absorvidos em igual quantidade e na mesma velocidade pelo organismo de quem os toma.

“Os genéricos são submetidos a vários testes e ensaios para comprovar a sua eficácia, da mesma forma que os remédios de marca”, explicou o farmacêutico, dr. Robinson Maia.

É justamente aí que está a diferença em relação aos similares. Estes apesar de também conter o mesmo princípio ativo, apresentar a mesma concentração, forma farmacêutica, via de administração, posologia, não podem substituir os remédios de marca, pois não passaram por testes de bioequivalência.

“Os similares não necessariamente passam pelos processos nos quais passam os genéricos, portanto os genéricos são mais aconselháveis”, acrescentou Maia.

Como surgiram os genéricos

Os medicamentos genéricos foram criados a partir da Lei 9.787, sancionada pelo presidente na ocasião, Fernando Henrique Cardoso, no dia 10 de fevereiro de 1999, com o objetivo de reduzir o preço dos medicamentos através de uma maior concorrência entre os fabricantes com o nome genérico, pois diminuiriam assim, os gastos com a publicidade e divulgação da marca.

De acordo com a lei, entende-se por remédios genéricos aqueles que são cópias do produto de referência, comercializados pelo nome da substância ativa, sem marca comercial, após o vencimento da patente registrada, que dá garantia de retorno do investimento efetuado na pesquisa pelo fabricante original.

Como identificar medicamentos genéricos?

Apenas os medicamentos genéricos contêm, em sua embalagem, logo abaixo do nome do princípio ativo que os identifica, a frase "Medicamento Genérico - Lei nº 9.787, de 1999". Além disso, os genéricos são identificados por uma grande letra "G" azul impressa sobre uma tarja amarela, situada na parte inferior das embalagens do produto.

Riscos da automedicação sem prescrição médica

Apesar do volume de informações sobre os riscos de se ingerir remédios sem prescrição médica, muitos ainda recorrem à automedicação para economizar a consulta ou exame diagnóstico. Entretanto, essa atitude pode agravar doenças, mascarar sintomas, além de causar efeitos colaterais danosos.

Veja alguns exemplos de medicamentos frequentemente consumidos sem indicação médica e os seus respectivos perigos:

Laxante - Quando consumido indiscriminadamente pode levar a alterações intestinais. Se a pessoa estiver constipada (intestino preso), complica o quadro e pode levar à perfuração do intestino. Nos idosos, pode provocar desidratação e alterações metabólicas, colocando a vida em risco. Pessoas com tumor intestinal, em geral não diagnosticado, podem agravar a doença.

Xarope - A tosse pode ter várias causas, como infecção viral ou bacteriana, alergia, refluxo da hérnia de hiato e câncer das vias respiratórias. O xarope pode mascarar o sintoma, permitindo que a doença evolua sem controle, pode piorar o problema ou não ter efeito algum.

Antibiótico - Droga usada para tratar várias infecções, como as respiratórias, gripes e abscessos. Mesmo que a pessoa acerte na escolha, ao comprar sem indicação médica, pode errar no tipo e na dosagem, levando ao tratamento errado. Além disso, o indivíduo pode desenvolver resistência à droga e quando for realmente necessária, não terá efeito.

Aspirina - Reconhecida como droga que previne o infarto, só pode ser consumida com indicação médica, mesmo no controle de outras doenças, porque tem efeitos colaterais importantes, podendo provocar problemas de estômago e hemorragias. Pode ser fatal se usada para combater a dengue.

Colírio - Sem indicação médica, a única coisa que se pode passar nos olhos é água limpa. Os colírios têm princípios ativos variados, como corticóides e antibióticos, podem mascarar ou exacerbar doenças e se a pessoa tiver problemas prévios, como glaucoma, pode agravá-los.

Vitaminas - Só devem ser tomadas quando há uma real necessidade até porque algumas, dependendo da dose, podem provocar doenças. A vitamina C, por exemplo, provoca distúrbios gastrointestinais e cálculo renal. A vitamina A, quando consumida por crianças, pode provocar hipertensão craniana.

Suplementos alimentares - Podem ter efeitos tóxicos, ou não fazer nada. Estudos em andamento, relacionam os suplementos com o desenvolvimento de arritmias cardíacas e com morte súbita.

Portanto, antes de arriscar-se comprando medicamentos sem prescrição, procure um médico.

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