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O Instituto aguarda a liberação pelo governo chinês de um lote com 10 mil litros de Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) para retomar a produção (Foto: Reprodução)
O Instituto aguarda a liberação pelo governo chinês de um lote com 10 mil litros de Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) para retomar a produção (Foto: Reprodução)

Por falta da matéria-prima, o Instituto Butantan vai suspender nesta sexta-feira, 14, completamente a produção da CoronaVac, vacina contra a Covid-19. O Instituto aguarda a liberação pelo governo chinês de um lote com 10 mil litros de Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) para retomar a produção.

No final de abril, o Instituto já havia suspendido o envase do imunizante na fábrica do Brasil, mas os setores de rotulagem e controle de qualidade ainda funcionavam para entregar as doses para o Ministério da Saúde.

Com a entrega estimada para esta sexta de mais 1,1 milhão de doses da CoronaVac para o governo federal, não há mais material para processamento em nenhuma etapa de produção. De acordo com o Butantan, até a chegada de novos lotes do IFA, os setores vão assumir a produção da vacina da gripe.

Com a entrega de 1 milhão na última terça-feira, 12, o Instituto completou as 46 milhões de doses da Coronavac previstas no primeiro contrato firmado com o governo federal.

As entregas começaram a ser feitas no dia 17 de janeiro. No cronograma inicial, seriam encerradas no final de abril. Entretanto, problemas na liberação de insumos na China provocaram atrasos na produção e, consequentemente, no envio ao governo federal.

O Butantan é responsável pelo envasamento no Brasil da Coronavac, vacina desenvolvida pela empresa biofarmacêutica chinesa Sinovac. Mais de 75% das vacinas distribuídas contra Covid-19 no Brasil até o momento foram envasadas pelo Butantan em parceria com os chineses.

Ataques de Bolsonaro

A direção do Instituto Butantan e o governador de São Paulo, João Doria, afirmaram na ultima semana que os ataques do presidente Jair Bolsonaro à China estão afetando a importação de insumos para a fabricação de vacinas contra a Covid-19.

"Embora a embaixada da China no Brasil venha dizendo que não há esse tipo de problema, a nossa sensação de quem está na ponta é que existe dificuldade, uma burocracia que está sendo mais lenta do que seria habitual e com autorizações muito reduzidas e volumes. Então obviamente essas declarações têm impacto e nós ficamos à mercê dessa situação", disse Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan.

Na quarta-feira passada, Bolsonaro insinuou que a China teria criado o vírus em laboratório como parte de uma "guerra química" - uma acusação que contraria a Organização Mundial de Saúde (OMS), que aponta que o vírus provavelmente tem origem animal.

Na semana passada, o ministro da Economia, Paulo Guedes, já havia dito que os os chineses "inventaram" o coronavírus. O filho do presidente, o deputado Eduardo Bolsonaro, e os ex-ministros Ernesto Araújo e Abraham Weintraub já haviam distribuído ataques contra os chineses ou espalhado teorias conspiratórias envolvendo o país asiático.

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