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Saúde

Ana Rita ficou contente com cirurgia (foto/Evandro Veiga)
Ana Rita ficou contente com cirurgia (foto/Evandro Veiga)

A babá Ana Rita Souza Santos, 45 anos, sempre sonhou em diminuir o tamanho dos seios. Sem plano de saúde, não teve como investir quase R$ 4 mil para realizar o procedimento cirúrgico que lhe melhorasse a autoestima. Quando uma amiga lhe informou que no Ambulatório Magalhães Neto, da Universidade Federal da Bahia (Ufba), o procedimento cirúrgico poderia ser realizado de graça ela viu a  chance de melhorar de vida.

“Hoje me sinto outra mulher. Estou muito feliz na vida e no meu casamento, principalmente. Esperei muito para fazer essa cirugia de graça porque não tinha como pagar particular”, conta Ana que mora em Cajazeiras.

A realização dos procedimentos cirúrgicos gratuitos faz parte das atividades da residência para estudantes de Medicina da Faculdade de Medicina da Ufba. “Temos a oportunidade de aprender com essas atividades” conta o residente em Cirurgia Plástica Edinho Tenório.

Ana, que fez a cirurgia no início de dezembro, teve que esperar quase três anos na fila. A cirurgia de mama tem quase 400 pacientes na espera. “O maior desejo das mulheres que chegam aqui é ficar com os seios novos, seja com a implantação de silicone seja com a retirada do excesso de gordura”, explica o coordenador do ambulatório, o professor José Walber Lima Menezes.

Para dar conta da demanda de cirurgias nas mamas, a unidade de saúde chega a realizar mutirões nos finais de semana onde 10 mulheres são operadas de uma vez.

Sonho
Mas se o seu desejo é melhorar outros aspectos da  estética as coisas andam mais rápido. No ambulatório onde Ana foi atendida são feitos diversos tipos de cirurgias plásticas como por exemplo diminuição do tamanho do nariz, retirada de gordura das pálpebras e até lipoaspiração.

“Para esses procedimentos tem uma procura menor, então o tempo de espera também é reduzido. O paciente que chega hoje no ambulatório faz o cadastro e com mais ou menos seis meses realiza o procedimento. Depois da primeira consulta, são realizados diversos exames para que a cirurgia seja realizada”, destaca o professor Menezes.

A estudante M.C., 27 anos, reduziu o tamanho do nariz no ambulatório da Ufba. “Marquei a consulta, esperei mais ou menos uns cinco meses para concluir todos os exames e depois fiz a cirurgia. Fiquei com um nariz de boneca que eu sempre sonhava ter”.

Empolgada com o resultado da cirurgia da filha, a mãe da estudante, a dona de casa A. C., 63 anos, já planeja ficar mais bonita.  “Tenho essas gordurinhas debaixo dos olhos que me incomodam muito. Já fiz meu cadastro para poder fazer a cirurgia e tirar para ficar mais bonita para o próximo Verão”, brinca a dona de casa que mora com a filha em Fazenda Grande.

Os procedimentos na Ufba são realizados por estudantes de Medicina sob supervisão de professores. “Isso me assustou no começo, mas depois que vi um monte de gente feliz com o resultado fiquei despreocupada”, conta a babá.

O cadastro de pacientes da Ufba acontece às segundas e quintas-feiras. Nas segundas são feitos os atendimentos estéticos e na quinta as avaliações das cirurgias reparadoras.

Para se cadastrar no ambulatório é necessário que o paciente tenha um cartão do Sistema Único do Saúde. “Nosso público é formado basicamente por pessoas carentes que não têm acesso a esses procedimentos por outras vias, por custarem caro.

Fazemos, por semestre, cerca de 600 atendimentos”, esclarece o coordenador do ambulatório.

Oportunidade
A partir de janeiro, a Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública também começará a realizar procedimentos plásticos gratuitos. “Iniciamos o serviço de cirurgia plástica em julho deste ano. A partir de janeiro já firmamos convênio com o Sistema Único de Saúde (SUS) para relizarmos cirurgias plásticas”, explica o coordenador do ambulatório, professor Nilton Ribeiro da Cruz,  chefe do serviço multidiciplinar de cirurgia plástica, que é formado em Medicina e doutor em cirurgia pela Universidade de São Paulo.

Na Bahiana, além das cirurgias plásticas corretivas, o paciente tem acompanhamentos de outros segmentos da área médica. “Estudantes dos cursos de Psicologia e Fisioterapia dão o suporte para os pacientes no período pré e pós cirúrgico. Isso faz com que, além da cirurgia, a pessoa melhore também no aspecto psicológico e não apenas no físico”.

Por semana, a previsão da Escola Bahiana é de atender, em média, 10 a 15 pacientes. Na Bahiana, os cadastros de primeiro atendimento podem ser feitos a partir da primeira semana de janeiro, através do número 160. “Será feita uma triagem através da Secretaria da Saúde, que nos enviará os pacientes para fazer os procedimentos cirúrgicos ”, diz o professor Nilton.

Procedimentos corretivos também têm demanda
Portadora de lúpus eritematoso sistêmico (lúpus), Jocelma de Jesus Ferreira, 34 anos,  passou a vida incomodada com a perda de gordura pelo corpo. Há três anos ela descobriu que poderia ser submetida a procedimentos cirúrgicos no Ambulatório Magalhães Neto, da Universidade Federal da Bahia (Ufba), o que lhe devolveu principalmente a autoestima.

“Com essa doença, eu perco gordura rápido, principalmente nos braços e no rosto. Nunca tive dinheiro para fazer o tratamento. Quando descobri o ambulatório comecei a me tratar e hoje tenho alegria em mostrar meu rosto”, conta a comerciante que faz periodicamente aplicações de gordura na face e nos braços.

Ela acredita que, muito mais do que a parte estética, os procedimentos melhoraram sua vida.  “Esses enxertos não são de gordura, são de vida. Me sinto outra pessoa quando saio daqui. Os médicos, mesmo os estudantes, são bem competentes”.

As cirurgias, no caso da Ufba, são realizadas no Hospital Universitário Professor Edgar Santos. A equipe é formada por sete professores e seis estudantes residentes em Medicina da universidade.

O coordenador do ambulatório, o professor José Walber Lima Menezes, explica que há um grande volume de procura por procedimentos corretivos dentro do ambulatório. “Fazemos muitos atendimentos de pessoas que passaram por problemas de saúde como queimaduras, por exemplo. É feito um trabalho de reconstituição do aspecto da pele”, diz o professor.

 

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