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Dique situado entre os bairros de Alto do Cabrito e Marechal Rondon tem alto índice de infestação (foto/Marco Aurélio Martins / AG. A TARDE)
Dique situado entre os bairros de Alto do Cabrito e Marechal Rondon tem alto índice de infestação (foto/Marco Aurélio Martins / AG. A TARDE)

No primeiro verão em que vírus tipo 4 da dengue circulará por toda a Bahia, é preciso estar atento ao risco iminente de epidemia durante a estação.  A presença do novo sorotipo do microorganismo no Estado é sinal de alerta tanto para a população, que ainda não está imune à variante, quanto para as autoridades da Saúde, que já registraram este ano 132 casos de contaminação só em Salvador.

A coordenadora do Programa de Controle da Dengue do Centro de Controle de Zoonoses da Secretaria Municipal de Saúde, Eliaci Couto, afirma que o novo vírus surgiu em Salvador no mês de fevereiro,

no período de festas, e confirma a possibilidade de epidemia. “O vírus não circulava aqui e pode ter sido trazido por visitantes. A doença é a mesma e tem os mesmos sintomas. A preocupação é pela população que está vulnerável ao vírus novo”, completa a especialista.

O número de casos, contabilizados pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Divep),  contempla desde os primeiros  registrados no mês de março até os dias de hoje. Ao número da capital, somam-se seis casos em Feira de Santana, um caso em Guanambi, um em Lauro de Freitas e outro no município de Wanderlei (a 740 quilômetros da capital), totalizando 141 ocorrências.

Para o sanitarista da Divep, Agnaldo Orrico, todo sorotipo novo é motivo de preocupação, pois o sistema imunológico humano ainda precisa adquirir defesa para evitar a contaminação. “Após ter contraído a doença, a pessoa se torna imune àquele sorotipo para o resto da vida, como se fosse vacina”.

Imunidade -  Quem já teve dengue causada por um tipo específico de vírus não vai ser infectado novamente pelo mesmo tipo de microorganismo. Para que a pessoa contraia a doença mais de uma vez é necessário que haja infecção por outra variação do sorotipo.
Existem quatro tipos do vírus da dengue e todas elas, uma vez no organismo humano, causam os mesmos sintomas: febre alta, dor de cabeça e atrás dos olhos, dores nas costas e articulações, cansaço extremo, náuseas, perda do apetite, além de manchas avermelhadas pelo corpo.

O sanitarista Orrico garante que toda a população está sujeita a ter a doença. “O calor acelera o processo reprodutivo do mosquito transmissor da doença. Dessa forma, nesse período do ano, existe a oferta do mosquito e, ainda, um novo sorotipo. É preciso prevenir. Em caso de contaminação, o cuidado deve ser o mesmo, independente do tipo de vírus”, completa.

Os casos de dengue tipo 4 não se restringem à Bahia. Em Minas Gerais, o primeiro registro foi confirmado no mês de setembro. O primeiro caso do sudeste, entretanto, ocorreu em Niterói (RJ), no mês de março. Até o início do mês de dezembro, a cidade já havia registrado 11 contaminações.  Goiás confirmou o primeiro caso em novembro.

Transmissor - O único modo de evitar a transmissão da doença é a eliminação do mosquito aedes aegypti. Em períodos quentes e chuvosos, principalmente no verão, os cuidados devem ser redobrados.

As larvas do mosquito se desenvolvem em água parada, limpa ou suja. Por isso a importância de manter caixas de armazenamento sempre fechados. Garrafas vazias devem ser guardadas de cabeça para baixo e vasos de plantas precisam ser cobertos com areia, para impedir novos criadouros da larva.

 

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