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Pacientes aguardam atendimento médico em hospital de Salvador, na Bahia (Raul Spinassé/04.out.2010/Agência A Tarde/AE)
Pacientes aguardam atendimento médico em hospital de Salvador, na Bahia (Raul Spinassé/04.out.2010/Agência A Tarde/AE)

Pesquisa CNI/Ibope diz que demora é maior problema no sistema

O sistema de saúde pública é ruim ou péssimo para 61% da população brasileira, de acordo com pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta quinta-feira (12). A demora no atendimento e na marcação de consultas foi principal problema apontado pelos brasileiros.

A pesquisa foi feita com 2.002 pessoas em 141 municípios entre 16 e 20 de setembro de 2011. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou menos.

A reprovação da saúde pública é maior nos Estados do Nordeste, onde 62% consideram o sistema ruim ou péssimo, e melhor no Sul do país, onde 30% consideram a saúde pública boa ou ótima.

No que diz respeito à melhora do sistema, apenas 20% viram algum avanço nos últimos três anos, 42% acham que nada mudou e 43% dos brasileiros viram piora no atendimento.

A demora no atendimento é o principal problema da saúde pública brasileira para 55% dos brasileiros entrevistados, seguido de falta de estrutura física (10%) e falta de médicos (9%).

Mulheres vão mais ao médico

As mulheres vão mais ao médico que os homens, de acordo com a pesquisa. Nos últimos 12 meses, 68% das brasileiras utilizaram os serviços de saúde, contra 53% dos brasileiros.

Nos últimos 12 meses, 68% da população teve a rede pública como único ou principal fornecedor de serviços de saúde.

Dentre os serviços mais utilizados na rede pública está o ambulatorial, com 79% do total. Dentre esses, a clínica médica lidera os atendimentos, seguida de ginecologia e ortopedia.
Mais recursos

Para 95% dos entrevistados, destinar mais dinheiro para a saúde é uma solução para acabar com os problemas do sistema. Entre as ações, 82% dizem acreditar que é importante acabar com a corrupção, 53% que é preciso reduzir desperdícios e apenas 4% defendem a criação de um novo imposto.

Além disso, os entrevistados defendem o aumento do número de médicos (57%), equipar melhor os hospitais e postos de saúde (54%) e melhorar o salário dos médicos (30%).

Quando os hospitais públicos são comparados com os particulares, a diferença na qualidade é grande. Segundo a pesquisa, 86% dos entrevistados diz acreditar que os hospitais particulares são melhores que os públicos e 63% dizem que passar a gestão dos hospitais para a iniciativa privada melhoraria a qualidade do atendimento.

Trabalho

Os problemas de saúde deixaram 1 em cada 3 entrevistados sem trabalhar nos últimos 12 meses. Nos últimos 30 dias, 14% dos trabalhadores deixaram de realizar suas atividades de trabalho por motivos relacionados à saúde e 7% perderam pelo menos um dia de trabalho no ano anterior.

Problema sério

De acordo com o gerente-executivo de pesquisa da CNI, Renato da Fonseca, o resultado da pesquisa mostra que a saúde pública é um problema sério e não tão simples de se resolver.

- Hoje a maioria da população está insatisfeita e não basta aumentar o número de médicos fazer com que eles fiquem mais presentes nos hospitais. A população reconhece que é preciso melhorar a infraestrutura da rede e investir em prevenção.

Segundo Fonseca, essa percepção aumenta entre pessoas de renda mais alta, já que, normalmente, elas têm mais opção de escolha e um padrão de vida melhor.

- A desaprovação maior entre pessoas de renda maior e maior instrução. É uma tendência que se repete em outras pesquisas. Talvez porque esse público seja mais exigente, tenha mais opção e conhece melhor outras referências.

Quando se compara a avaliação geral da sociedade brasileira da saúde pública e do último atendimento no sistema, a satisfação da última consulta é melhor. Isso se deve, segundo o gerente de pesquisa da CNI, a dois fatores.

- Primeiro, é uma tendência normal que as pessoas avaliem pior o geral, porque há influência da opinião coletiva e da mídia, por exemplo. Além disso, normalmente o último serviço que a pessoa foi é melhor, porque quando a pessoa passa num serviço ruim, ela vai mudar, procurar um médico, hospital ou posto de saúde melhor.

Um dos resultados que mais surpreendeu os pesquisadores foi quando os entrevistados foram questionados sobre a necessidade de receita médica para obtenção de medicamentos. Segundo Fonseca, 84% dos entrevistados concordaram que "a venda de medicamentos só deve ser permitida com a apresentação e retenção de receita médica".

- Isso foi uma surpresa principalmente quando consideramos o histórico da população de procurar o farmacêutico para se consultar e saber que remédio tomar.

Plano de saúde

Um quarto da população possui plano de saúde no Brasil, segundo a pesquisa da CNI/Ibope. Das pessoas que possuem, a maioria está ligada a um plano da empresa que trabalha, ou seja, à condição de trabalho formal.

Uma das principais reclamações a respeito dos hospitais públicos, segundo Fonseca, é um dos pontos mais bem avaliados nos hospitais privados: o número de médicos disponíveis e a frequência e presença deles nos hospital.

- Ao todo, 44% dos entrevistados nunca usou hospital privado, até porque a grande maioria da população não possui plano de saúde. Mas quem sai o hospital público e vai para o privado gosta principalmente do fato de ter o profissional disponível.

 

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