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Apesar de frisar que não é o momento para discutir as eleições presidenciais, o próprio Gabrielli endossa outro sentimento, que já povoa os corações de quem tem memória, entre outros atributos - Foto: Reprodução
Apesar de frisar que não é o momento para discutir as eleições presidenciais, o próprio Gabrielli endossa outro sentimento, que já povoa os corações de quem tem memória, entre outros atributos - Foto: Reprodução

Quem vivencia o dia-a-dia da política partidária e eleitoral sabe que, como diz o jargão do meio, uma campanha começa quando a outra termina. Apesar de as eleições acontecerem a cada dois anos, no Brasil, as articulações são ininterruptas e as estratégias para se manter ou voltar ao poder são traçadas bem antes dos atuais 45 dias da reta final.

No entanto, na opinião de um dos políticos de esquerda  mais respeitados do Brasil, neste ano a dinâmica precisa ser diferente.

Aqui e agora

"Nós não podemos discutir 2022, porque nós temos 2021. São 430 mil brasileiros já mortos. Nós temos que discutir o que nós vamos fazer em relação aos 30 milhões de brasileiros que estão fora do mercado de trabalho, nós temos que falar sobre auxílio emergencial, sobre alternativas para recuperação da economia. Nós temos que falar para o aqui e agora e temos que dar respostas para o aqui e agora", avalia José Sergio Gabrielli, petista, ex-presidente da Petrobrás e PhD em Economia.

Com vasta experiência e conhecimento sobre gestão econômica e bem estar social, Gabrielli traz em dados o que o povo brasileiro já sabe de cor: "do ponto de vista econômico, o Brasil está um desastre; do ponto de vista popular e das condições de vida para o nosso povo. Mas está muito bem para alguns segmentos. Os exportadores de bens, de produtos agrícolas e minerais estão nadando em dinheiro. Os balanços do primeiro trimestre de 2021 mostram resultados excepcionais para o agronegócio brasileiro e para a mineração".

Bolo grande, bolo inteiro

Para quem tem memórias sobre como funcionava a economia brasileira até Lula assumir a presidência da República, em 2002, dá pra dizer, de forma simples, que 'o bolo voltou a crescer, sem ser dividido'.

"O segmento de construção civil para residências particulares de melhor renda está bombando. Temos vários segmentos do setor financeiro fazendo muito dinheiro: nós tivemos 3 milhões de novos brasileiros e brasileiras entrando na Bolsa de Valores durante a pandemia.", enumera Gabrielli.

E, assim como era até 2002, o crescimento de uns é a miséria e o sofrimento de outros. "A Bolsa de Valores está bombando, a taxa de cambio está lá em cima, o que afeta diretamente a vida das pessoas, porque a caristia está batendo na porta. O preço dos alimentos está subindo, já temos aumentos do preço da gasolina, provavelmente daqui a pouco vamos ter aumento da energia elétrica, temos aumento do gás de cozinha e, portanto, estamos com um problema de caristia crescente", aponta o PhD em Economia do Bem-estar Social pela Escola de Economia e Ciências Sociais de Londres.

Sem esperança

Para Gabrielli, no entanto, o problema maior é a postura adotada pelo Governo brasileiro, que ignora complemente o sofrimento da maioria da população. "Sem perspectiva. Essa que é a grande questão, porque o governo não apresenta nenhuma solução, a não ser corte de direitos, corte de benefícios, corte de gastos", expõe o petista.

E, para quem acha que a culpa é da pandemia, não é: no mesmo cenário enfrentado pelo Brasil, outros países têm buscado proteger as classes mais vulneráveis. "Neste momento nós estamos na contramão do mundo", aponta Gabrielli, ressaltando que Estados Unidos, União Europeia e China têm apresentado pacotes de medidas de ampliação dos investimentos do Estado na segurança social da população.

Enquanto isso, do lado de cá, nem "Deus acima de tudo", nem "Brasil acima de todos": o governo Bolsonaro segue com uma postura que prejudica tanto a população quanto o país, internacionalmente e beneficia apenas um seleto grupo, que lucra com o sofrimento de milhões. Enquanto o mundo avança, o Brasil caminha em marcha-à-ré, rumo aos cenários vividos entre os anos 80 e 90.

Lula lá?

Apesar de frisar que não é o momento para discutir as eleições presidenciais, o próprio Gabrielli endossa outro sentimento, que já povoa os corações de quem tem memória, entre outros atributos: "Não somente a realidade é muito difícil como o governo não apresenta nenhuma esperança. A única esperança que nós temos no momento é a eleição de Lula, para nós votarmos a gerir esse país como já fizemos.", finaliza.

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