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Em foto de março de 2018, Bolsonaro assina livro de visitas da Casa Branca (Foto: Alan Santos | Presidência da República)
Em foto de março de 2018, Bolsonaro assina livro de visitas da Casa Branca (Foto: Alan Santos | Presidência da República)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na manhã desta segunda-feira (2) que o país vai retomar as tarifas aplicadas ao aço exportado pelo Brasil e pela Argentina.

Ele atribuiu a decisão à desvalorização do real e do peso argentino em relação ao dólar.

“Brasil e Argentina estão promovendo desvalorização em massa de suas moedas, algo ruim para os nossos fazendeiros. Portanto, tendo efeito imediato, vou restaurar as tarifas sobre aço e alumínio que são importados aos Estados Unidos desses países”, escreveu o mandatário americano no Twitter.

Trump também cobrou que o Banco Central dos Estados Unidos adote medidas para evitar que países “tomem vantagens de nosso dólar forte”. “Isso torna as coisas muito difíceis para nossos fabricantes e fazendeiros exportarem seus bens”, afirmou o presidente americano.

Os EUA são os maiores compradores do aço produzido no Brasil, em um mercado que movimenta US$ 2,6 bilhões (ou R$ 8,6 bilhões).

Atualmente, as taxas são de 0,9%, para o aço e 2% para o alumínio.

Em março do ano passado, a possibilidade de uma eventual sobretaxa para o aço e o alumínio exportados pelo Brasil gerou pânico entre produtores brasileiros.

À época, em meio à guerra comercial com a China, o presidente americano anunciou alíquotas de 25% sobre o aço e de 10% sobre o alumínio comprados pelos EUA de outros países, mas deixou de lado Brasil, Argentina, Austrália, União Europeia e Coreia do Sul.

Em abril do ano passado, o presidente americano buscava meios de reduzir o déficit de sua balança comercial e deu início à discussão, quando afirmou que a indústria do aço dos EUA teria sido “sitiada” durante décadas por concorrentes estrangeiros “que ganharam a vida tirando proveito” de leis de comércio desfavoráveis aos americanos.

Segundo Trump, a concorrência gerou demissões em massa e inundou os EUA com “aço barato”.

Para se diferenciar dos chineses, os brasileiros argumentam que a indústria brasileira compra produtos americanos produzidos a partir do aço exportado pelo Brasil, como carros, maquinário pesado e locomotivas, fazendo o dinheiro circular.

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