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Dinheiro falso é comercializado livremente em redes sociais
Dinheiro falso é comercializado livremente em redes sociais

Notas de dinheiro e cartões de crédito falsos estão sendo comercializados livremente nas redes sociais por centenas de usuários. Os vendedores não têm medo de mostrar os rostos, tampouco os compradores.

O portal da RedeTV! entrou em contato através do Whatsapp com um dos vendedores, que diz estar localizado na Paraíba. Ele garante a qualidade do produto, que pode ser entregue em mãos ou enviado para todo o Brasil. E encaminha uma tabela com os preços cobrados por cada pacote de notas. Confira:

Pagando o valor de R$ 150,00 você adquire R$ 1.000 em notas falsas;
Pagando o valor de R$ 200,00 você adquire R$ 1.500 em notas falsas;
Pagando o valor de R$ 250,00 você adquire R$ 2.000 em notas falsas;
Pagando o valor de R$ 300,00 você adquire R$ 2.500 em notas falsas;
Pagando o valor de R$ 350,00 você adquire R$ 3.000 em notas falsas;

Quando questionado se envia o produto para São Paulo, o criminoso diz que sim, que já enviou diversas vezes e leva apenas quatro dias para chegar ao destino.

Em seguida, ele encaminha um vídeo (veja abaixo) mostrando as notas de dinheiro falso nos valores de R$ 100 e R$ 50, ao lado de um revólver. O criminoso ainda faz testes com caneta específica, que não denuncia a fraude.

Na tentativa de finalizar a venda, o falsificador ainda encaminha um áudio, assegurando a qualidade de sua mercadoria: "Brother, não dá problema não. É de qualidade para você multiplicar. O pagamento é via depósito".

O especialista em Segurança Pública e Privada, Jorge Lordello, garante que o crime de falsificação de dinheiro é antigo, tanto envolvendo cédulas quanto moedas. "Os criminosos estão utilizando os meios digitais para potencializar a venda e aumentar seus lucros. Dessa forma há uma dificuldade da polícia localizar esses criminosos", diz ele.

Lordello esclarece que o fato do vendedor pedir o depósito do dinheiro em banco não significa que, dessa forma, será possível localizá-lo e prendê-lo: "Esses bandidos abrem uma conta em banco com documentos falsificados ou roubados, ou ainda abrem a conta em nome de uma laranja, um pobre coitado da cidade que se sujeita a isso na intenção de ganhar alguma coisa. O criminoso fica com o cartão do comparsa e faz os saques no caixa eletrônico", explica.

No Brasil, segundo o especialista, as leis são muito frágeis, o que facilita a ação desse tipo de crime. Os compradores das cédulas falsas recebem o mesmo tipo de pena dos vendedores, que varia de 3 a 12 anos de reclusão. Porém, Jorge Lordello afirma que esse tipo de prisão não chega a durar 6 meses.

Para denunciar é possível ir pessoalmente em qualquer delegacia de polícia ou ligar no Disque Denúncia pelo número 181.

(Fotos: Reprodução/WhatsApp)
(Fotos: Reprodução/WhatsApp)

(Foto: Reprodução/Facebook)
(Foto: Reprodução/Facebook)

Veja o vídeo.

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