Camaçari, 20 de maio de 2012 - 00:13
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Saúde

F.L Piton / AE
F.L Piton / AE

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse nesta quinta-feira (16) que a cidade do Rio de Janeiro corre o risco de registrar, este ano, uma das piores epidemias de dengue da sua história. O que mais agrava o cenário na capital fluminense, segundo ele, é a entrada da dengue tipo 4 no país.

- Esse não é um tipo mais grave, não faz com que a pessoa tenha risco maior de morrer, mas, como pouquíssimas pessoas no Brasil já pegaram [esse tipo de vírus], um número maior de pessoas está suscetível.

Ele participou do programa Bom Dia, Ministro, produzido pela EBC Serviços em parceria com a Secretaria de Comunicação da Presidência.

Segundo Padilha, a cidade já registrou, nos primeiros meses de 2012, o maior número absoluto de casos de dengue e o maior aumento em relação ao ano passado.

- Temos que manter e intensificar as ações. O Rio de Janeiro, eu diria, é a cidade que mais preocupa o Ministério da Saúde.

Um levantamento feito em agosto do ano passado, de acordo com o ministro, mostrou que a maioria dos focos do mosquito Aedes aegypti na capital fluminense estava em caixas d'água. Um novo estudo, entretanto, realizado em dezembro de 2011, indica que a maioria dos focos está dentro da casa das pessoas, em pequenos vasilhames.

- O ovo do mosquito pode sobreviver até 300 dias em ambiente seco e ficar viável. Se volta a chover, ele eclode, vira larva e pode transmitir a dengue.

Padilha  minimiza impacto de corte no orçamento do ministério

Ao comentar os cortes anunciados pelo governo federal no Orçamento Geral da União de 2012, o ministro da Saúde disse que a pasta ainda terá o maior orçamento da história, com aumento de 17% em relação ao do ano passado, e o maior volume de recursos desde 2000.

Os ministérios da Saúde, das Cidades e da Defesa foram os mais afetados pelo corte de R$ 55 bilhões no Orçamento Geral da União. Segundo números divulgados ontem, apenas nessas três pastas, o bloqueio de verbas soma R$ 12,114 bilhões.

Na Saúde, serão cortados R$ 5,473 bilhões. O volume de recursos foi reduzido de R$ 77,582 bilhões para R$ 72,110 bilhões.

- Sabemos que a saúde precisa de mais recursos, mas, no papel de ministro, tenho que fazer mais com o que nós temos.

Padilha lembrou ainda que, apesar do corte, o volume de recursos destinados à área de saúde este ano é maior do que o previsto pela Emenda Constitucional nº 29 como contribuição obrigatória por parte do governo federal.

- Vamos trabalhar muito para executar esses recursos. Eu, como ministro da Saúde, não tenho que ficar esperando os recursos virem do céu. Temos que fazer mais com o que nós temos, temos que fazer com que esses recursos sejam mais bem aplicados, combinando [isso] ao combate ao desperdício de recursos na saúde.

De acordo com o ministro, em 2011, a pasta chegou a economizar R$ 1,7 bilhão, por meio de medidas como a centralização da compra de medicamentos e o combate a fraudes. O montante, segundo ele, possibilitou a criação do programa Saúde Não Tem Preço, que distribui remédios gratuitos para combater a hipertensão e o diabetes.

- Teremos, para 2012, o maior aumento que a saúde já teve desde o ano 2000, o maior aumento percentual desde que foi criada a Emenda Constitucional 29 e um valor acima do que estava estabelecido como obrigação do governo federal. Precisamos, agora, preparar as parcerias com os Estados e municípios, para executar bem esses recursos, fiscalizar cada vez melhor, combater qualquer tipo de desperdício e fazer mais com o que nós temos.

 

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