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Saúde

Atualmente, o plano de saúde atende a 500 mil trabalhadores e terá redução de R$ 200 milhões nos repasses do Executivo devido ao projeto enviado pelo governador Rui Costa (Foto: Reprodução)
Atualmente, o plano de saúde atende a 500 mil trabalhadores e terá redução de R$ 200 milhões nos repasses do Executivo devido ao projeto enviado pelo governador Rui Costa (Foto: Reprodução)

Empresas questionam sobre dívida; estado nega

Gestores de hospitais, clínicas e laboratórios conveniados ao Plano de Assistência à Saúde dos Servidores Públicos da Bahia (Planserv) fizeram uma assembleia na tarde desta quarta-feira (19) que deliberou a limitação dos atendimentos de pacientes do Planserv de acordo com as cotas repassadas pelo estado para os hospitais e clínicas que atendem pacientes que têm o plano dos servidores.

Segundo o presidente da  Associação de Hospitais e Serviços de Saúde do Estado da Bahia (Ahseb), Mauro Adan, também foi deliberada a elaboração de uma nota pública para “esclarecer a real situação do Planserv para os servidores. Hoje o plano tem uma dívida de R$100 milhões com diversas entidades e isso está atrapalhando inclusive o pagamento dos médicos”.

Atualmente, o plano de saúde atende a 500 mil trabalhadores e terá redução de R$ 200 milhões nos repasses do Executivo devido ao projeto enviado pelo governador Rui Costa para a Assembleia Legislativa e aprovada pelos deputados no último dia 2 deste mês. O repasse do governo no Planserv reduziu de 4% para 2% - ou seja, caiu pela metade.

Durante o lançamento da revista Terra-mãe, que aconteceu na manhã desta quarta-feira (19), o governador negou a existência da dívida e classificou como um boato gerado por conta de uma disputa econômica para alcançar parte do orçamento do Planserv. O chefe do executivo afirmou que o Planserv é o “melhor, mais abrangente e mais barato plano de saúde [entre os servidores] de todos os estados brasileiros”.

Questionado pela reportagem do CORREIO sobre a negativa acerca da dívida, Mauro Adan afirmou que o secretário da Administração do Estado (Saeb), Edelvino Góes, confirmou a existência da dívida em reuniões com a Ahseb e “pediu um tempo só para encontrar uma forma de realizar o pagamento”.

“Estamos buscando o caminho do entendimento. A Saeb não tem dado espaço para nós conversarmos. Não agenda reunião para tratar do passado, que é a dívida, nem do futuro para saber como o plano vai continuar agora que tem 2000 milhões a menos de orçamento”, aponta Mauro Adan.

O CORREIO entrou em contato com a Saeb questionando sobre a existência ou não da dívida no plano de saúde estadual e os efeitos das medidas anunciadas pelos prestadores de serviço, mas não teve retorno até o fechamento da matéria.

Na última terça-feira, a pasta divulgou nota classificando a dívida como inverídica. Confira a íntegra da nota:

“Em resposta aos questionamentos deste veículo, a Secretaria da Administração do Estado (Saeb) esclarece que é inverídica a informação de que o Planserv possui uma dívida de mais de R$ 100 milhões com seus prestadores de serviços de saúde. A Saeb esclarece também que, ao lado da Procuradoria Geral do Estado (PGE), está prestando todas as informações solicitadas pelo Ministério Público.”

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