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Saúde

Estima-se que o número de pessoas que vivem com o quadro no mundo triplique até 2050 (Foto: Reprodução)
Estima-se que o número de pessoas que vivem com o quadro no mundo triplique até 2050 (Foto: Reprodução)

Com o envelhecimento da população mundial, quase 10 milhões de pessoas desenvolvem demência a cada ano, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).  Um relatório divulgado pela organização no final do ano passado estima que o número de pessoas que vivem com o quadro no mundo triplique até 2050, passando de 50 milhões para 152 milhões.

A demência é um termo utilizado para descrever sintomas de diversas doenças que acarretam perdas progressivas de habilidades cognitivas, como memória, orientação, atenção e linguagem. Ocorre por conta da perda de células nervosas. A doença de Alzheimer é a principal causa de demência e representa cerca de 70% dos casos.

O geriatra do Hospital São Rafael, Wenceslau Alonso, esclarece que a demência não é uma doença, mas sim um sintoma, caracterizado pela perda severa da função cognitiva do indivíduo. “Envolve a perda da memória, da capacidade de se comunicar com o meio que vive, entender o que acontece e se fazer entendido”, completou.

O especialista conta que a demência interfere significativamente na capacidade de uma pessoa manter as atividades cotidianas. O médico cita como exemplo o caso de um idoso que guardou a chave de casa dentro da geladeira.

Contudo, Wenceslau pontua que estresse e ansiedade podem causar lapsos de memória, que todo mundo pode ter.  Mas se o déficit cognitivo for mais rigoroso, persistente, progressivo e se o paciente tiver histórico familiar de demência, é preciso ficar atento e procurar um médico para investigar a causa.

De acordo com o geriatra, além do Alzheimer, Acidente Vascular Cerebral (AVC)  e  Parkinson podem causar demência. A diferença está na velocidade com a qual essas patologias evoluem. Alzheimer, por exemplo, tem um desenvolvimento lento. “Alzheimer não é uma doença exclusiva do idoso. Pode afetar pessoas mais jovens, mas geralmente quando ela se manifesta já temos perda de 10 a 15 anos de história”, pontuou Wenceslau Alonso.

Por isso a necessidade de o idoso consultar o geriatra rotineiramente, para fazer o diagnóstico precoce. Durante a consulta o médico vai avaliar, dentre outras coisas, se o idoso possui alguma perda cognitiva. Se houver, ela pode ser classificada como de grau leve, moderado ou severo (demência). O diagnóstico é feito por meio de exames clínicos, laboratoriais e de imagem, juntamente com os chamados ‘testes de rastreio’. Não há uma maneira de prevenir a demência, mas estudos mostram que indivíduos que mantêm uma atividade intelectual regular, dieta equilibrada e vida mais ativa possuem menor risco de desenvolver o quadro.

A demência não tem cura, mas tem tratamento que pode retardar a evolução do processo. Wenceslau Alonso reforça a importância do tratamento ser realizado por uma equipe multidisciplinar, composta por geriatra, fisioterapeuta, fonoaudiólogo e terapeuta ocupacional. Alguns quadros de demências podem ser reversíveis, como as causadas por mau funcionamento da tireoide.

 

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