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Saúde

O contrato prevê o abastecimento de postos e demais unidades de saúde (Foto: Reprodução)
O contrato prevê o abastecimento de postos e demais unidades de saúde (Foto: Reprodução)

Com um faturamento previsto de R$ 206 milhões somente este ano, a Bahiafarma, laboratório público do estado da Bahia, em parceria com a empresa ucraniana Indar, começa a fornecer esta semana insulina para atender ao Sistema Único de Saúde (SUS) em todo o País.

O contrato prevê o abastecimento de postos e demais unidades de saúde com 20 milhões de doses do hormônio essencial para o controle do diabetes: 650 mil doses já serão distribuídas até o final deste mês, passando a dois milhões de doses mensais a partir de maio.

O laboratório baiano fica, portanto, responsável pelo atendimento de 50% da demanda de insulina do Ministério da Saúde e passa a fornecer para o SUS as insulinas de maior uso: a Regular (R) e a de ação prolongada, NPH.

Os produtos, nesse primeiro momento, não serão produzidos na Bahia e, sim, pela empresa ucraniana Indar, que é referência internacional no setor, sendo parceira do governo baiano no projeto de desenvolvimento tecnológico e construção de uma fábrica de insulina, a ser instalada no município de Dias D’Ávila, na região metropolitana de Salvador.

Etapas

“Enquanto a fábrica está sendo construída, vamos primeiro importar a insulina, ficando a Bahiafarma responsável pelo produto no Brasil, inclusive quanto ao controle de qualidade; depois, vamos envazar o produto até, finalmente, começarmos a produção na Bahia”, explica o presidente da Bahiafarma, Ronaldo Dias.

O projeto tem apoio do Ministério da Saúde que vem estimulando o desenvolvimento das chamadas parcerias para o desenvolvimento produtivo (PDPs), a exemplo da firmada entre o governo baiano e o laboratório ucraniano, visando à instalação da fábrica no Brasil.

O objetivo é contar com maior segurança no suprimento do produto com menos exposição às flutuações de preços praticados pelos grandes controladores globais da produção de insulina, já que o País tem grande demanda pelo produto: de acordo com dados do ministério, somente entre os portadores de diabetes tipo 1, dependentes regulares de insulina, já são mais de 600 mil brasileiros.

Novo segmento

Dentre as vantagens mais imediatas está o fato de que, com o fornecimento pela Bahiafarma, o SUS passa a fazer a aquisição da insulina por um preço muito menor, facilitando o acesso do medicamento para milhares de portadores do diabetes.

Ronaldo Dias destaca ainda que, além dos impactos positivos na área de saúde, no caso da economia baiana, a operação representa o desenvolvimento de um novo segmento industrial baiano e a cadeia produtiva. “Mesmo diante da alta tecnologia, a fábrica prevê a geração de até 300 empregos diretos e mil indiretos”, frisa.

 

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