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Saúde

Alimentos muito calóricos provocam sensação de prazer no cérebro (Foto: Pixabay/Creative Commons)
Alimentos muito calóricos provocam sensação de prazer no cérebro (Foto: Pixabay/Creative Commons)

Se eu puder te sugerir uma companhia para este conteúdo, caro leitor, meu voto vai para a boa música de Erasmo e Roberto Carlos, na fase Jovem Guarda.

Aumente o volume para – no embalo de “Tudo que eu gosto é ilegal, imoral e engorda” – descobrir, de uma vez por todas, porque raios você insiste em adorar justamente os alimentos que te fazem mal.

O nome da danadinha que promove este circuito de prazer perigoso já será proferido, juntamente com sua “ficha corrida” de danos.

Adianto que este conhecimento tão esclarecedor me foi dado pela nutricionista das nutricionistas, nossa consultora, Dra. Denise Carreiro.

Entender o mecanismo cerebral, no meu caso, foi providencial para planejar a minha verdadeira mudança de hábito alimentar.

E isto não é pouco.

Afinal, nas palavras do pensador George Courteline e sempre lembradas pelo meu amigo neurocientista Nelson Annunciatto, “é mais fácil mudar de religião do que alterar um hábito”.

Teus sinais me confundem

Bom, então vamos lá.

Primeiro, para a nossa roda de conversa, preciso trazer ela, a inflamação.

Segundo Dra. Denise, a maior parte das doenças crônicas é desencadeada por processos inflamatórios causados por alergias tardias.

Sim, eu falei inflamação e também disse A-L-E-R-G-I-A.

Não é habitual pensarmos que os alimentos proporcionam reações alérgicas em nosso organismo, mas é exatamente isso que ocorre nos dias atuais.

Eu aprendi que as alergias alimentares mais comuns não são aquelas que se manifestam imediatamente após a ingesta.

Claro que existem as pessoas que imediatamente ao colocarem um camarão na boca, por exemplo, já ficam empipocadas e correndo risco de vida.

Porém o mais comum é a alergia tardia alimentar.

Nestes casos, a pessoa ingere um alimento e o resultado só é desencadeado 2 a 3 dias depois.

Com este intervalo, a pessoa não se dá conta de que o causador dos sintomas foi a comida, porque a associação fica mais difícil.

Além disso, os sintomas clássicos da alergia alimentar tardia também fogem um pouco do estereótipo alergênico.

Em vez de só surgirem os habituais vermelhidão, espirros e coceira, os sinais podem ser:

– Gastrite

– Dor estomacal

– Gases

– Prisão de ventre

– Estomatite, rinite, sinusite e todas as outras ites

– Alterações do sistema imunológico

– Cansaço

E por aí vai.

Tudo isso ocorre porque, durante o processo de digestão, os alimentos alergênicos são encarados como espécie de inimigos que precisam ser combatidos.

Para dar conta, o corpo convoca seus soldados.

E estes soldados são as substâncias inflamatórias.

Elas vão até o local para atacar o invasor.

E como rastro deixam os problemas chamados de inflamatórios (entre eles as ites, a obesidade e até mesmo as doenças cardiovasculares).

Eu, detetive

Identificar quais são os alimentos que desencadeiam este circuito é um processo individual e já existem alguns exames laboratoriais que auxiliam nesta missão.

Entretanto, Dra. Denise explica que há uma sensação que pode nos ajudar a identificar que alimento é este.

E esta sensação é o prazer.

Calma.

Não estou propondo aqui um celibato alimentar.

Mas acho importante a gente pensar que, por vezes, o prazer sentido após uma alimentação, na verdade, é um aviso de perigo.

Um prazer que cobra caro e que talvez não valha à pena.

Quer ver?

Ela, a histamina

Dra. Denise me explicou que em um processo de alergia tardia ocorre a liberação gradual de histaminas.

A histamina é uma substância naturalmente produzida pelo corpo para funcionar como um antialergênico.

Porém, em pequena quantidade, a histamina age como um relaxante cerebral.

A primeira sensação, portanto, é prazerosa.

Só que se a histamina é sempre acionada, ou seja, o alimento danoso é repetidamente consumido, o excesso histamínico promove uma pane no circuito de recompensa do cérebro.

E o passo seguinte é o vício alimentar.

Existe então uma “vontade específica” do consumo do alimento que causa o problema.

Sabe aquela vontade incontrolável de comer um chocolate ou tomar um café?

E aí, o que faço?

Se você suspeita que sofre de alguma alergia alimentar tardia – uma vez que tem sintomas sem causa aparente, por exemplo – a  recomendação de ouro da Dra. Denise é fazer uma lista de alimentos que você adora.

Experimente ficar alguns dias – ao menos 5 – sem consumi-los.

Tire um por vez, para identificar a mudança.

Se só de pensar nisso você já tem coceiras e calafrios, alerta:

Pode ser que o seu caso já seja de vício alimentar.

Daí, voltamos à música Tudo que eu Gosto do Roberto e Erasmo e encontramos a estrofe:

Então o que fazer?

Já não quero mais saber

Se como alguma coisa

Que não devo comer

Neste caso, meu amigo, a dica fica por minha conta.

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