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Religião

Com uma alvorada de fogos, o padroeiro dos trabalhadores portuários, São Nicodemos foi celebrado nesta segunda-feira (27) no bairro do Comércio, em um cortejo especial acompanhado pelas baianas e devotos. As homenagens ao santo é o início oficial da temporada de festas religiosas da Bahia que continuará até o fevereiro.

Contando antigamente com a participação de milhares de pessoas que se aglomeravam no cais para uma procissão, a celebração ao santo acontece hoje com um número bem mais discreto de fiéis, que não dificilmente chega a ultrapassar os 100 passeantes. O motivo foi a adoção de critérios de segurança mais rigorosos no porto por conta do seu crescimento e internacionalização.

Ainda assim, funcionários e ex-funcionários da região portuária da capital baiana se reuniram para um dia de celebração que contaria ainda com uma missa de Ação de Graças, na capela de São Nicodemus, encerrando-se com uma confraternização nas docas, com um caruru.

Trabalhando no porto há 52 anos, Albérico França – mais conhecido pelos colegas como Nanã –, acredita que a maior graça do santo que homenageou na manhã de ontem, foi o fato de conseguir trabalhar durante as últimas cinco décadas na região de porto e ter visto tantas transformações no lugar durante esse tempo.

Nanã começou como guarda portuário, e após mudar de setor várias vezes – talvez mais de dez vezes, ele estima –, e hoje é técnico em sistema portuário, sendo muito agradecido pela longevidade tanto de vida – ele tem 72 anos –, como pelo tempo de profissão.

Com bem menos tempo de atividade, Valnei dos Santos Rosa, acompanhou a celebração como forma de confraternizar com os colegas do trabalho, além de acompanhar o cortejo religioso, ele participou da 40ª Corrida Rústica do Terminal de Passageiros, e já conquistou o primeiro lugar em edições anteriores.

“No ano passado consegui chegar em 2º lugar. Esse ano, não me preparei tão bem e por isso, não consegui ficar entre os primeiros, mas, quem sabe uma prece agora não possa me ajudar no ano que vêm”, comentou ele, bem-humorado, que, há dez anos, trabalha como operador de máquina da região.

Os devotos portuários resolveram, este ano, fundar a Irmandade de São Nicodemus, uma congregação religiosa para expressar ainda mais a fé no padroeiro. O grupo estará ligado a Capela de São Pedro Gonçalves do Corpo Santo (Igreja do Corpo Santo), localizada no Comércio.

Histórico

Os festejos a São Nicodemus tiveram início no ano de 1941, quando acontecia no último domingo do mês de novembro. Com a constituição da Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba) em 1977, e sua implantação na década de 1980, a celebração ganhou uma nova perspectiva como manifestação cultural em Salvador e agora ocorre na última segunda-feira do mesmo mês.

A celebração já foi conhecida como a Festa do Cachimbo, por causa de um dos primeiros organizadores, Cirilo de Nicodemus, que tinha o hábito de caminhar pelo cais com um cachimbo oferecido por uma empresa inglesa, para o qual ele trabalhava. Cirilo determinou que cada participante recebesse um cachimbo de lembrança – o que tornou o objeto símbolo da comemoração.

Nicodemus, ou “conquistador do povo”, tem menção no Evangelho de João, como principal fariseu, muito respeitado e honrado pelo povo judeu. Em Salvador, a história do padroeiro assume, pelo menos, três versões, nas quais ele foi encontrado, sonhado ou visto no Cais de Carvão pelos funcionários do porto.

 

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