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Opinião

Hospital Geral de Camaçari
Hospital Geral de Camaçari

Com o "gancho jornalístico" oportuno, pela série de recentes apelos, quase que desesperados, contra os 'equívocos' praticados "pelo" Hospital Geral de Camaçari (HGC), o Camaçari Fatos e Fotos republica o artigo intitulado “A fera do HGC”, assinado pelo diretor do jornal, no qual denuncia uma situação desumana e cruel, ocorrida em 2007 na unidade hospitalar, que resume bem todo esse momento de insatisfação, seja da população, da imprensa local, de formadores de opinião, de vereadores, ou dos setores do poder público. A atmosfera que cerca este novo momento é a possibilidade da saída da atual direção do hospital e a chegada de uma nova gestão para a unidade hospitalar.

- A saber, em contato telefônico com a mãe da criança, nesta segunda-feira, 19/08/2013, ouvimos desta que ainda hoje tanto a avó quanto a mãe e tia do garoto, dona Cláudia Costa, tem "pesadelo" pela situação vivida e aqui narrada.

Confira o artigo abaixo - desta vez, dado o tempo do ocorrido, omitindo o nome da geriatra.

Ainda estava escuro, era 05:28 de sexta-feira, 26 do 10 de 2007, quando meu telefone toca. Onde ouço uma voz ofegante e ansiosa:

- Alô, minha irmã precisa ter nenê e estamos aqui fora na porta do HGC (Hospital Geral de Camaçari). Quero falar com Mônica, ela está? Por favor, rápido, ela tá perdendo água!

- Calma, calma. O que está acontecendo, minha senhora? Quem lhe deu meu telefone? Foi a senhora que tentou ligar há pouco?

- Foi, sou Cláudia, amiga da sua esposa. É que tentamos atendimento e a mulher disse que não tem vaga; pedi uma ambulância e a recepcionista disse que não podia liberar porque não ia assumir a responsabilidade se a criança nascesse no caminho.

- Porquê sua irmã está aí fora?

- Uma loira mandou a gente sair porque não podia ficar lá dentro.

- Isto não é possível, minha senhora...

- Foi. Minha mãe até disse que minha irmã ia acabar parindo aqui fora, em pé, e ela disse que se nascesse ela botava pra dentro pra limpar; era só o que ela podia fazer. E entrou.


Meu prezado, ou minha prezada, fiquei numa agonia tamanha, que tive impressão que ia enfartar. Mas a situação era tão drástica que não me dei ao direito! Respirei fundo algumas vezes, apanhei o telefone, lembrando da enfermeira Renata, do Posto da Bomba, que um dia antes havia me sido muito solicita, numa situação onde também envolvia ambulância para socorro de outra senhora, e liguei.

Não a encontrei, mas lá estava outra boa alma: a recepcionista Marta. Esta me deu o celular do motorista da ambulância, sr Policapo, que me atendeu dizendo que estava largando o serviço, mas, creio que vendo minha agonia, dividiu-a comigo, pelo que pude perceber ao ouvir a sirene ser ligada: falou que estava indo apanhar o seu substituto, sr Carlos, a quem ia pedir urgência no atendimento; que eu ficasse tranqüilo.

Minutos depois liguei para a irmã da parturiente e já falei com o novo motorista, Sr Carlos, que já estava conduzindo-as à Salvador.

Tentamos monitorar o deslocamento pelo celular, mas só dava fora de área. Voltamos a agonia até pegarmos no sono. Ao acordar, ficamos sabendo que PEDRO havia nascido IMEDIATAMENTE à chegada na Unidade Médica.

O fato estarreceu os funcionários daquela unidade, a exemplo da assistente social, que ainda assim quase não a recebe porque nem a guia de encaminhamento deram. Mas não havia mais tempo: Pedro já CONSTAVA no mundo.

AGORA PASME:

No momento do calvário dessa família, no HGC, havia lá uma ambulância, que serve para assistir pacientes que precisarem; posta pela Prefeitura, além de uma viatura também posta pelo prefeito para transportar os pacientes que estiverem sem dinheiro ou no caso da falta de transportes à noite.

Não classifico como outra coisa, senão como FERA esta senhora, que atende por fulana de tal. Temos referência em Deus. Ele nos deu esta dádiva ao criar-nos. Só as Feras desprezam esta condição. O primeiro dos sentimentos Dele, inclusive, que nos é esperado ter, é o AMOR ao próximo.

Lembro de um dia em que o prefeito Caetano, ao passar por aquele viaduto, deu carona a uma senhora que, de alta, caminhava do HGC para o centro de Camaçari, porque não tinha dinheiro para o transporte. Creio que nascia ali a idealização de disponibilizar o transporte gratuito que hoje lá está. (Cabe mais um veículo, inclusive).

Tenho esta conclusão sobre essa senhora, por conta da sua desprezível atitude; porque a ação que tive, podia ela também ter. Se não quisesse disponibilizar aquela ambulância pelo motivo que fosse; se não pudesse atender, por conta dum normativo tão mal elaborado PELO RAIO QUE O PARTA, que apanhasse o telefone e pedisse um socorro como fiz.

O Pedro, da dona Cleide Bispo dos Santos Costa, neto da dona Maria Bispo, e sobrinho da, agora, tranquila, porém indignada Cláudia Bispo dos Santos Costa, está vivo. O de outras mães, avós e tias, se Deus não lhes tiver misericórdia...

Não sendo de mais lembrar, que minha mãe aos 62 anos, com uma dor no abdome, e meu pai, aos 65, com apenas uma inflamação nos pontos, provenientes duma simples cirurgia de hérnia que havia feito ali mesmo, deram entrada neste, para eles, fatídico hospital, contraíram infecção generalizada e lá mesmo ficaram!

Criatura fulana de tal (obstetra), em nome da agonia que nos fez passar, se nada, por esta atitude insana, lhe acontecer, em termos disciplinares, vou rever os conceitos de justiça que faço deste Governo. E aqui, neste mesmo Jornal, denunciarei a sua IMPUNIDADE, se for este o resultado. Isto também e principalmente, em nome dos pacientes que devem ter, nas suas mãos, sofrido tal barbaridade e não teve a quem apelar, como teve a tia do abençoado Pedro.

- Link deste relato, enviado às Ouvidorias dos setores de saúde dos governos Municipal, Estadual e Federal.

Endereços das quase vítimas, em nosso poder, inclusive o depoimento GRAVADO e Assinado, de dona Cláudia Bispo Costa, os quais estão disponíveis às autoridades competentes.

A citada 'loira', no entanto, não refere-se à doutora Dorilda Vasconcelos. Que já era a gestora da unidade

Fica a dica, para a 'nova' equipe diretora do hospital...

Antônio Franco Nogueira

Em 26/10/2007

Veja também: Dorilda deve deixar dentro de 30 dias direção do HGC

 
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