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Em junho de 1988, Bolsonaro acabou absolvido das acusações pelo STM (Superior Tribunal Militar)”, relata o jornalista (Foto: Reprodução)
Em junho de 1988, Bolsonaro acabou absolvido das acusações pelo STM (Superior Tribunal Militar)”, relata o jornalista (Foto: Reprodução)

O jornalista Rubens Valente, em sua coluna no portal UOL, relata que, “há 33 anos, em uma quinta-feira como hoje, o ‘Noticiário do Exército’, veículo oficial da instituição produzido no Quartel General do Exército em Brasília, circulou com um raro editorial na capa. Trata-se de uma manifestação de desapreço que circulou por todas as unidades militares no território nacional contra o então capitão Jair Bolsonaro, na época com 32 anos”.

“Intitulado ‘A verdade: um símbolo da honra militar’, o texto de 25 de fevereiro de 1988 diz que Bolsonaro e outro capitão "faltaram com a verdade e macularam a dignidade militar". Cita conclusões de ‘Conselhos de Justificação' instaurados para investigar os dois militares depois que a revista ‘Veja’ divulgou, em outubro de 1987, reportagem sobre um suposto plano de Bolsonaro para estourar bombas em unidades militares. De acordo com a revista, a ideia de Bolsonaro era protestar contra os baixos salários dos militares e, assim, prejudicar o comando do então ministro do Exército, Leônidas Pires Gonçalves. Em junho de 1988, Bolsonaro acabou absolvido das acusações pelo STM (Superior Tribunal Militar)”, relata o jornalista.

O jornalista acrescenta que “as conclusões do Exército do início daquele ano foram totalmente diferentes, como descreve o editorial de 16 parágrafos do ‘Noticiário’. ‘ fato e tais circunstâncias tornaram os oficiais passíveis de serem considerados impedidos de continuar a pertencer aos quadros de nosso Exército, se assim forem julgados pelo STM. O Exército tem, tradicionalmente, utilizado todos os meios legais para extirpar de suas fileiras aqueles que, deliberada e comprovadamente, desmerecem a honra militar. A verdade é um símbolo da honra militar’, diz o editorial”.

Segundo Valente, o texto do exército ressalta que "Tornaram-se [Bolsonaro e seu colega], assim, estranhos ao meio em que vivem e sujeitos tanto à rejeição de seus pares como a serem considerados indignos para a carreira das armas. Na guerra, já plena de adversidades, não se pode admitir a desonra e a deslealdade que não do lado inimigo, jamais do lado amigo."

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