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Mauricio Leite Valeixo será ouvido pelos investigadores que atuam no inquérito que apura interferência política do presidente Jair Bolsonaro na PF (Foto: Reprodução | Estadão Conteúdo)
Mauricio Leite Valeixo será ouvido pelos investigadores que atuam no inquérito que apura interferência política do presidente Jair Bolsonaro na PF (Foto: Reprodução | Estadão Conteúdo)

Maurício Valeixo está na superintendência da corporação, em Curitiba. Investigação apura interferência política do presidente Jair Bolsonaro na Polícia Federal.

O ex-diretor-geral da Polícia Federal (PF) Maurício Valeixo chegou à superintendência da corporação, em Curitiba, para prestar depoimento por volta das 9h50 desta segunda-feira (11).

Ele será ouvido pelos investigadores que atuam no inquérito que apura suposta interferência política do presidente Jair Bolsonaro na PF.

O inquérito foi aberto pela Procuradoria-Geral da República (PGR), com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), depois que o ex-ministro da Justiça Sergio Moro pediu demissão do cargo, no fim de abril — o caso está sob relatoria de Celso de Mello.

O inquérito vai investigar se as acusações de Moro são verdadeiras — ele disse ter sido pressionado por Bolsonaro a fazer mudanças na cúpula da PF. Se não forem, o ex-ministro poderá responder na Justiça por denunciação caluniosa e crimes contra a honra.

Valeixo será ouvido por ter sido citado por Moro em depoimento, também à PF, no dia 2 de maio. No dia 24 de abril, após Bolsonaro exonerar Valeixo, Moro deixou o cargo alegando que não via motivo razoável para a troca no comando da PF.

No lugar de Valeixo, e contrariando o então ministro Moro, o presidente indicou Alexandre Ramagem, amigo da família Bolsonaro. A nomeação de Ramagem, entretanto, foi barrada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF.

Na terça-feira (12), às 15h, serão ouvidos, no Palácio do Planalto, os ministros Walter Braga Netto (Casa Civil), Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional) e Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo).

Vídeo de reunião com Bolsonaro

Os investigadores estão na expectativa da entrega do vídeo da reunião em que Bolsonaro teria falado na interferência política na PF, o que corroboraria a declaração de Moro.

No sábado (9), o STF permitiu que o Procurador-Geral da República, Augusto Aras; a delegada da Polícia Federal responsável pelo caso, Christiane Corrêa Machado; e o Advogado-Geral da União tenham acesso à gravação da reunião citada pelo ex-ministro da Justiça.

Na decisão, o ministro Celso de Mello disse que a o material será exibido uma única vez, em Brasília, em uma data a ser definida por Machado.

Celso de Mello ressaltou ainda que o sigilo pontual e temporário continua e que o material está lacrado e protegido dentro do gabinete dele. O decano da Corte informou também que vai decidir "em momento oportuno sobre a divulgação total ou parcial" da reunião.

Segundo o blog da Andréia Sadi, o Planalto teme a divulgação do vídeo por ser, além de uma prova, algo “constrangedor” para o presidente.

Segundo fontes ouvidas por Sadi, na reunião foram tratados temas que vão além da interferência política na PF, o que exporia ainda mais a maneira como presidente se porta perante o combate ao coronavírus, minimizando os efeitos da pandemia. Isso geraria exposição negativa para o governo federal.

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