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Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles (Foto: Max Haack | Secom)
Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles (Foto: Max Haack | Secom)

Ricardo Salles foi recebido por pessoas que protestavam contra as queimadas na Amazônia

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, foi vaiado durante sua participação na Semana Latino-Americana e Caribenha sobre Mudança do Clima (Climate Week), a chamada Semana Internacional do Clima, evento da ONU sediado em Salvador. Ele participava da abertura do evento nesta quarta-feira (21). Os manifestantes que vaiaram o ministro protestavam contra o Ministério do Ambiente e a falta de ações contra as queimadas na Amazônia.

No seu discurso, o ministro ressaltou a importância do evento. "É importante dizer que as questões que estão aqui trazidas, de proteção ao meio ambiente, a apresentação de temas em defesa ao meio ambiente são, sim, muito importantes. A reunião que estamos tendo consolida essa preocupação", disse.

Ele falou também sobre as mudanças climáticas que afetam o planeta. "Nesse momento que passamos no mundo, de mudanças climáticas, de adaptação, de investimento, de oportunidades para o Brasil, é uma oportunidade de investimentos, de desenvolvimento de recursos", pontuou.

Na terça-feira, 20, durante evento em Sertãozinho, a 330 km de São Paulo, o ministro afirmou haver "sensacionalismo ambiental" sobre as queimadas e que relacionar a escuridão que atingiu São Paulo na tarde de segunda-feira (19) às queimadas na Amazônia seria uma "fake news".

“Aproveito para comentar a fumaça ou aquela escuridão que deu na cidade de São Paulo e que alguns disseram que é a fumaça da Amazônia que encobriu a cidade. Essa afirmação parece até um vídeo que vi, um mês atrás, de um helicóptero do Ibama sendo recebido a tiros e, depois, meia hora depois, mostrou um menino que tinha feito uma montagem”, afirmou o ministro na terça, durante a cerimônia de abertura da Feira Internacional da Bioenergia, maior evento do setor no país.

No entanto, segundo técnicos de institutos de meteorologia do país, como o Climatempo, a nuvem sobre São Paulo foi formada pelo encontro da fumaça das queimadas da região Amazônica do Brasil, Paraguai e Bolívia, com uma frente fria.

Cancelamento

Em maio, o ministro chegou a anunciar o cancelamento da Semana do Clima em Salvador, mas depois voltou atrás. Ao justificar a decisão, Salles chegou a dizer ao blog de Andréia Sadi, no site G1, que o encontro seria apenas uma oportunidade para que os participantes "fizessem turismo em Salvador e comessem acarajé".

Em nota à imprensa, o Ministério do Meio Ambiente explicou que a decisão de realizar o evento foi tomada após conversas com o Itamaraty e com ACM Neto (DEM), prefeito de Salvador, que havia se manifestado contra o cancelamento da Semana do Clima.

Neto disse à época que a capital baiana tinha interesse em receber a Semana do Clima mesmo sem apoio do governo federal. O encontro, organizado pela Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), acontece até sexta-feira (23), na Avenida Paralela, num espaço totalmente planejado pela Organização das Nações Unidas (ONU) e pela prefeitura para ser um ambiente sustentável.

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