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Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Reprodução)
Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Reprodução)

Na entrevista ao jornalista Kennedy Alencar veiculada pela BBC, a segunda desde que foi preso, o ex-presidente Lula demonstrou energia e lucidez ao falar dos mais variados temas, da avaliação do governo Bolsonaro às chamadas jornadas de junho de 2013

Na primeira entrevista concedida desde que foi preso em abril de 2018, o ex-presidente Lula afirmou que “somos governados por um bando de malucos”. Na segunda entrevista, concedida ao jornalista Kennedy Alencar e exibida de forma editada em um programa documental da BBC World News veiculado nesta sexta-feira (10), o petista foi além na crítica ao presidente Jair Bolsonaro.

“Eu acho que ele [Bolsonaro] tem um início de mandato extremamente desastroso. A minha impressão é que ele não sabe lé com cé, é um doente. Acha que o problema do Brasil se resolve com arma. O problema do Brasil se resolve com livros, com escola”, afirmou.

Demonstrando energia e lucidez, mesmo encarcerado há mais de um ano em uma sala especial da superintendência da Polícia Federal de Curitiba, Lula voltou a pedir as provas de que ele era dono do apartamento triplex pelo qual foi condenado e reafirmou sua inocência.

“Se esse maldito apartamento é meu tem que ter um pagamento, um contrato. A única coisa que me interessa é minha inocência, e eu vou brigar por ela até os últimos dias da minha vida”, pontuou.

O programa da BBC não exibiu a íntegra da entrevista, mas trechos intercalados com narração sobre o contexto político brasileiro e imagens. Entre inúmeros assuntos, Lula falou, por exemplo, do ódio que a elite brasileira tem do PT .

“Eu penso que no Brasil nós temos um problema psicológico coletivo na elite de não suportar a ascensão das camadas mais pobres. Incomoda. É triste, mas incomoda o fato de os pobres estarem ocupando as praças que eram dos ricos, os restaurantes, viajando nos aviões que eles viajavam. Ocupando um espaço de ascensão social que não estava previsto na elite desde o fim da escravidão. É importante lembrar para dizer o número correto: tiramos 36 milhões da miséria absoluta. As pessoas passaram a gostar de si mesmas”, disse.

Em um momento em que Kennedy Alencar perguntou sobre o processo que levou ao clamor popular pelo impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff, Lula voltou às chamadas jornadas de junho de 2013, que começaram com pequenas manifestações contra o aumento da tarifa do transporte público e se transformaram em um movimento de massas contra a classe política. Para o ex-presidente, ali já se formava uma articulação contra o PT.
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“Eu acho que até hoje não avaliamos corretamente o que aconteceu em 2013. Ninguém me convence que aquilo aconteceu porque a polícia de São Paulo bateu numa manifestação de 3 mil pessoas. Aquilo, na minha opinião, já fazia parte da arquitetura política de derrubar o governo, derrubar o PT”, avaliou.

A princípio, a entrevista de Lula ao jornalista Kennedy Alencar, gravada no dia 3, iria ao ar, além da BBC, pela RedeTV, mas a emissora desistiu da exibição por motivos ainda desconhecidos. A íntegra da entrevista, sem cortes, será veiculada somente na segunda-feira (13), no blog de Alencar.

Vídeo - Assista ao programa editado da BBC.

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