Galeria de Fotos

Não perca!!

Política

Coaf cita pagamento de título bancário de R$ 1 milhão em relatório sobre Flávio Bolsonaro (Foto: Reprodução | JN)
Coaf cita pagamento de título bancário de R$ 1 milhão em relatório sobre Flávio Bolsonaro (Foto: Reprodução | JN)

Cláudio Calo informou no fim da tarde desta terça-feira (5) que não atuará no caso. Ele disse que é questão "de cunho pessoal" e fala de encontro dos dois junto com amigo no dia 30 de novembro.

O promotor Cláudio Calo, do Ministério Público estadual do Rio de Janeiro (MP-RJ), informou, na tarde desta terça-feira (5), que não investigará o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) e seu ex-assessor e ex-motorista Fabrício Queiroz. Ambos são citados em documento do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) em que apresentam movimentações bancárias atípicas.

Cláudio Calo se declarou impedido de atuar no caso por após encontro com o senador.

De acordo com o promotor Cláudio Calo, “após profunda reflexão jurídica, em respeito à imagem do MP-RJ e às investigações, até mesmo diante da repercussão que o episódio vem tendo na mídia, juridicamente entendi ser mais oportuno que a investigação sobre o senador Flávio Bolsonaro seja conduzida pela Promotoria de Justiça de Investigação Penal tabelar. Não se trata de declínio de atribuição, pois a atribuição, como se sabe, é da 24ª PIP, mas trata-se de questão de cunho pessoal", informou Cláudio Calo em nota.

Cláudio Calo cita que se encontrou com o senador Flávio Bolsonaro no dia 30 de novembro em uma reunião de amigos que estudaram juntos. Na nota, ele explica como foi a reunião e o que foi discutido.

"Por volta das 11h, amigos deste Promotor de Justiça, que estudaram Direito na mesma sala do referido parlamentar em uma universidade privada no Rio de Janeiro, promoveram um encontro pessoal com o referido parlamentar, a fim de tratar exclusivamente de questões relacionadas com a Segurança Pública, precisamente com o combate à corrupção e o combate à lavagem de capitais, assim como projetos de leis relacionados com crimes contra Administração Pública e lavagem de capitais, tendo, inclusive, no referido encontro, o subscritor da presente sugerido ao referido parlamentar, dentre várias outras sugestões, o aumento das penas mínima dos crimes que causam lesão ao erário, assim como dificultar a progressão de regime de cumprimento de pena"

Coaf: saiba o que é e como funciona o Conselho de Controle de Atividades Financeiras

Flávio Bolsonaro: a trajetória do senador, envolvido no Caso Queiroz

Histórico do caso

O primeiro relatório do Coaf sobre o caso apontou operações bancárias suspeitas de 74 servidores e ex-servidores da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). O documento revelou movimentação atípica de R$ 1,2 milhão na conta de Queiroz entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017, incluindo depósitos e saques.

O Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro abriu procedimento investigatório criminal para apurar o caso.

A partir da investigação do MP, o Coaf produziu um novo relatório. O documento apontou movimentações bancárias suspeitas de Flávio Bolsonaro. Em um mês, foram feitos quase 48 depósitos em dinheiro numa conta do senador, no total de R$ 96 mil.

Cada depósito, entre junho e julho de 2017, foram feitos com dinheiro em espécie, sempre no mesmo valor: R$ 2 mil. Os depósitos foram realizados no autoatendimento da agência bancária que fica dentro da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).

O Coaf também identificou um pagamento no valor de R$ 1.016.839 de um título bancário da Caixa na conta de Flávio. O Coaf não identificou o favorecido, nem a data, e nenhum outro detalhe.

Flávio Bolsonaro afirmou que e o pagamento de R$ 1 milhão de um título bancário da Caixa Econômica é referente a um apartamento que ele comprou na planta.

Disse ainda que a Caixa Econômica quitou a dívida dele com a construtora e que ele passou, então, a dever à Caixa. O senador afirmou que vendeu o mesmo imóvel logo depois e que recebeu parte do valor em dinheiro vivo.

Ele alega que depositou o dinheiro na conta dele, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), em 48 envelopes de R$ 2 mil, porque era o local onde ele trabalhava e que o valor era o limite para cada depósito no caixa automático.

Clique aqui e siga-nos no Facebook

 

Camaçari Fatos e Fotos LTDA
Contato: (71) 3621-4310 | redacao@camacarifatosefotos.com.br, comercial@camacarifatosefotos.com.br
www.camacarifatosefotos.com.br