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Política

A pré-candidata ao governo e ex-vice-prefeita de Salvador Célia Sacramento (Rede) crê que a presença feminina em uma majoritária atrai o voto (foto A Tarde).
A pré-candidata ao governo e ex-vice-prefeita de Salvador Célia Sacramento (Rede) crê que a presença feminina em uma majoritária atrai o voto (foto A Tarde).

Na contramão de uma das pautas que mais mobilizam a sociedade brasileira na atualidade, o do protagonismo das mulheres, somente duas das sete chapas majoritárias que devem disputar o governo da Bahia nas eleições de outubro têm, até agora, em sua composição, alguma mulher. Das chapas cujas cabeças estão com PT, DEM, MDB, PRTB, PSDC, PSOL e Rede, somente as duas últimas siglas compõem chapa com mulheres - pelo menos por enquanto, já que as convenções partidárias ocorrem até 5 de agosto.

O debate ganhou corpo após a senadora Lídice da Mata (PSB) não ser a escolhida do governador Rui Costa (PT) para ocupar uma das vagas ao Senado, que coube ao presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ângelo Coronel (PSD). O apelo pelo voto de opinião foi vencido pela aritimética partidária: o PSD tem mais musculatura eleitoral que o PSB, alegaram petistas e sociais-democráticos. O fato também deu combustível à oposição. A TARDE procurou o pré-candidato para comentar o tema, historicamente defendido pelas esquerdas, mas sua assessoria não retornou até a noite de sexta-feira.

O DEM, partido do principal adversário de Rui nas urnas este ano, o ex-prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo, até buscou encaixar uma mulher na vice ou Senado. A ex-ministra do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Eliana Calmon, teria sido convidada, mas negou. Até a própria Lídice foi sondada. Agora, a briga entre os partidos evangélicos PSC e PRB pode emplacar uma mulher na chapa, a vereadora Ireuda Silva (PRB). O outro nome é do deputado federal Irmão Lázaro (PSC).

“As mulheres sempre ocuparam posição de destaque nas minhas administrações. Mas a escolha não passa só pela minha cabeça, por composição partidária, lideranças”, diz Zé Ronaldo.

Fenômeno

O fenômeno de resistência à mulherada na política ocorre em nível nacional: mesmo com os 30% do bolo de R$ 1,7 bi do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, o chamado fundo eleitoral, destinado às candidaturas de mulheres nas chapas majoritárias e proporcionais no país, ainda há resistência dentro dos partidos. O PSC entrou na Justiça, semana passada, contra a obrigatoriedade.

A lei das cotas que determina ao menos 30% das candidaturas para mulheres também não é cumprida. Os partidos, a maioria liderados por homens, costumam dizer que as mulheres não querem se candidatar, ou que não importa o gênero, mas sim a composição partidária.

Para a senadora Lídice da Mata, são desculpas: “São todos pretextos. Se o objetivo é colocar a mulher na política, os partidos vão colocar como prioridade”, opina Lídice. E vai além: “O meu caso [não sair ao Senado], por mais que tenha características baianas, é um exemplo universal. Se é um valor, tem que compor a chapa, não importa a questão partidária”.

A pré-candidata ao governo e ex-vice-prefeita de Salvador Célia Sacramento (Rede) crê que a presença feminina em uma majoritária atrai o voto. Ela se vale de pesquisas de sondagens junto aos eleitores. “O eleitor, hoje, tem três apelos: políticos não-corruptos; pessoas novas na política, sem os vícios da velha política e, terceiro, a participação feminina”, diz ela, que apoia Marina Silva nas eleições para presidência da República.

O psolista Marcos Mendes, que também disputará o Palácio de Ondina, concorda. E diz que, no PSOL, houve crescimento exponencial de mulheres se filiando ao partido após a morte da vereadora carioca Marielle Franco, assassinada em março, no Rio de Janeiro. O PSOL terá como candidata a vice a líder do Movimento Sem-Teto da Bahia (MTSB), Dona Mira. O candidato ao Senado, Fábio Nogueira, terá como suplente a Ialorixá Bernadete de Souza.

“No PSOL é regra é: sempre tem que ter mulher na chapa. Com certeza tem peso a mulher na urna. Não como um jarro, um adorno, mas mesmo peso do homem”, diz ele.

O MDB, cujo pré-candidato é João Santana, ainda não definiu nomes para vice e a segunda vaga ao Senado. “A mulher é tão importante quanto o homem. Existe a possibilidade sim, de uma mulher integrar a nossa chapa. A formação ideal, segundo nossos pressupostos, é ter uma mulher”. Segundo ele, o MDB tem excelentes quadros femininos. Ele prefere não citar nomes de pretensas integrantes da chapa antes da definição.

Os outros pré-candidatos ao governo são João Henrique Carneiro (PRTB) e Marcus Maurício (PSDC) os quais, por enquanto, não compuseram majoritária com mulheres.

Veja também:

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