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Política

A Justiça Federal decretou o bloqueio de bens e valores de toda a família Batista, da JBS - grupo que mergulhou o governo Michel Temer em sua pior crise política. A decisão foi tomada pelo juiz Ricardo Leite, da 10ª Vara Federal de Brasília, na Operação Bullish - investigação sobre suposto favorecimento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) às empresas da família Batista. O confisco ordenado por Ricardo Leite alcança cerca de 20 empresas do grupo e pessoas físicas, inclusive seus principais acionistas, os irmãos Joesley e Wesley Batista, atualmente presos na sede da Polícia Federal em São Paulo, na zona oeste da capital paulista.

Ao pedir o bloqueio de bens da família de Joesley Batista, a Polícia Federal (PF) comunicou à Justiça que vai investigar se a J&F cometeu desvio de finalidade no emprego de recursos captados no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A Justiça já havia bloqueado R$ 60 milhões de Joesley e Wesley, mas a PF e o Ministério Público Federal entenderam que era o caso de ampliar a restrição. No mesmo relatório, a PF diz que vai investigar o destino do dinheiro de aportes da instituição financeira à J&F.

Os delegados Flávio Rodrigues Calil Daher e Rubya Danyla Gama Pinheiro, que subscrevem o documento, entendem que a Operação Bullish já apurou pelo menos seis irregularidades em aportes financeiros à JBS. A PF viu "desvio de finalidade no emprego dos recursos, erros de cálculo na formação de preços de ações da JBS S/A, abandono da forma de cálculo para conversão de debêntures, mudança de percepção de risco do negócio em curto espaço de tempo e dispensa de garantias em operação com debêntures". Os prejuízos identificados somam, no mínimo, R$ 1.202.193 851,42, mas podem chegar a RS 1.681.840.633,48, de acordo com as investigações.

Os investigadores consideram, no entanto que "não foi possível constatar se a totalização dos recursos das transações financeiras foi efetivamente empregada nos objetivos pactuados, uma vez que não houve comprovação documental, por meio de contratos e comprovantes de transferência bancária, acerca do pagamento realizado para os vendedores (Smithfield, Tasman Group, Bertin e Pilgrim’s) e em relação à integralização que cabia aos sócios fundadores, o que pode redundar em um prejuízo efetivamente muito maior".

"A documentação encaminhada não contém comprovantes dos pagamentos feitos aos antigos acionistas dos empresas estrangeiras adquiridas, aos credores das dívidas alegadamente quitadas ou a outras pessoas físicas c Jurídicas pertinentes a cada situação prevista nos quadros de fontes e usos dos projetos apoiados. Também não constaram comprovações dos aportes de recursos que deveriam ser providenciados pelos sócios fundadores da JBS em cada uma das operações de aumento de capital do Grupo", anota laudo pericial da PF.

 
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