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Política

O presidente Michel Temer afirmou, nesta segunda-feira (17), que alguns ministros citados nas delações da Odebrecht podem se sentir “desconfortáveis” e deixar voluntariamente o governo. Apesar de repetir que só afastará quem for alvo de denúncia formal do Ministério Público, Temer admitiu a possibilidade da saída de auxiliares por iniciativa própria.

“É muito provável que alguns ministros fiquem desconfortáveis e peçam para sair do cargo”, disse, em entrevista à Rádio Jovem Pan. Oito dos 28 ministros respondem a inquéritos autorizados na semana passada pelo relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin. No Palácio do Planalto, aliados interpretaram a frase de Temer como um recado de que ele espera pedidos de demissão de quem causar ainda mais desgaste ao governo.

Mesmo assim, o presidente disse que seguirá a linha de corte estabelecida em fevereiro, pela qual só afastará - e de forma temporária - quem for denunciado pelo Ministério Público. Por esse critério, a demissão ocorrerá apenas quando o acusado virar réu.

“Não vou demitir simplesmente porque alguém falou. É preciso provas robustas. Se vier a denúncia, não significa culpabilidade completa, mas terá fortíssimas indicações de que essa delação é correta”, argumentou o peemedebista.

Temer rebateu comentários de que seu governo pode chegar ao fim, em 2018, sem que denúncias sejam apresentadas. “A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) está entrando com representação hoje para acelerar as investigações. Por isso, não creio que as denúncias venham só no ano que vem. Acho que virão rápido. E o governo está interessado em que tudo seja feito da forma mais rápida possível”, afirmou.

A estratégia traçada pelo Planalto para enfrentar a crise política consiste em intensificar as entrevistas do presidente a rádios e TVs. A ordem é mostrar que o governo não está acuado e que há um esforço para aprovar a reforma da Previdência.  Entre os ministros, a situação mais delicada é justamente a do ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, que conduz as negociações da reforma da Previdência com o Congresso Nacional.

Embora admita que as delações são “estarrecedoras”, Temer procurou minimizar o impacto da Lava Jato sobre o governo. “O Brasil não pode parar. Temos reformas pela frente. (As delações) são estarrecedoras, mas não podem ser fator de paralisia”. 

Questionado sobre um possível “acordão” para interromper a Lava Jato, que estaria sendo discutido com sua participação, e também dos ex-presidentes Lula e Fernando Henrique Cardoso, Temer negou tratativas nesse sentido. “Não tem conversa na direção de um possível acordão. Fazer acordão para problema que está no Judiciário é inviável. Não participo nem promovo”.

 

 
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