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O “cerceamento” do direito dos parlamentares de levarem debates públicos à Casa foi o ponto de contestação de governistas e opositores no plenário (Foto: CFF/Carlos Eduardo Freitas)
O “cerceamento” do direito dos parlamentares de levarem debates públicos à Casa foi o ponto de contestação de governistas e opositores no plenário (Foto: CFF/Carlos Eduardo Freitas)

A negativa da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) para duas solicitações de sessões especiais para discutir a conjuntura do carnaval de salvador e homenagear a Polícia Militar pela atuação no festejo momesco, respectivamente, gerou polêmica na sessão ordinária desta quarta-feira, 07 de março, no parlamento baiano. O “cerceamento” do direito dos parlamentares de levarem debates públicos à Casa foi o ponto de contestação de governistas e opositores no plenário.

“Me preocupa o rumo que esta Casa toma na condução das coisas. Foi derrubado hoje o requerimento do deputado Capitão Tadeu (PSB) para realização de uma sessão especial para homenagear a PM, pela atuação no carnaval deste ano”, disse o deputado Elmar Nascimento (PR), enfatizando que “não é admissível” que o direito de um parlamentar seja vetado.

E continuou o oposicionista: “Aqui já aprovamos sessão especial para homenagear o MST, que é um movimento fora da lei, legítimo, mais fora da lei, pois invade propriedades”. Nascimento disse ainda que pedirá à bancada da minoria que protocole recurso junto à Mesa Diretora, para que a decisão seja revista.

“É uma selvageria um fato desses. Impedir uma sessão para homenagear o trabalho especial da PM no carnaval? Quero crer que isto seja um equivoco ou um conflito de datas, que impossibilitou a realização do ato”, declarou o governista deputado Pastor Sargento Isidório (PSB), dizendo-se associar ao correligionário Capitão Tadeu no requerimento da sessão especial.

O deputado Álvaro Gomes (PCdoB), que faz parte da Mesa e votou contra a decisão de vetar as sessões, explicou que a outra sessão foi proposta pelo deputado Bira Coroa para debater a conjuntura do carnaval soteropolitano e foi igualmente limada. “Os dois requerimentos foram colocados em votação e ficou decidido que nenhuma das sessões seria realizada. Eu defendi que fossem realizadas as duas. Serei favorável a toda sessão que traga o debate que a sociedade precisa”, afirmou.

Já o deputado Bira Coroa (PT) desabafou dizendo que, como parlamentar, não pode aceitar que seus direitos sejam censurados. “Estava cumprindo meu papel, que a sociedade me delegou, de propor, de trazer para esta Casa o debate importante, de forma ampla, sobre o carnaval, desde a parte estrutural à funcionalidade. Esta festa tem que ter outro plano e não ser sustentada só pelo dinheiro público”, explicou o deputado seus motivos para propor a sessão.

Veja também: CFF - Votação da GAP para a PM: oposição ameaça obstruir pauta; governistas tentam aprovação

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