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Política

O radialista Marco Antônio (PRP), negocia um acordo para apoiar o pré-candidato governista Ademar Delgado (PT) (foto/CFF/Marcelo Franco)
O radialista Marco Antônio (PRP), negocia um acordo para apoiar o pré-candidato governista Ademar Delgado (PT) (foto/CFF/Marcelo Franco)

O martelo está para ser batido. Um dos principais nomes da oposição ao governo do prefeito Luiz Caetano (PT), impedido de concorrer à sucessão municipal, negocia um acordo para apoiar o pré-candidato governista Ademar Delgado (PT). Trata-se do radialista Marco Antônio (PRP), cuja adesão deixa a oposição em uma situação ainda mais difícil, com chances diminutas na disputa para a Prefeitura de Camaçari.

O grande artífice dessa união, antes tida como improvável, segundo apurado pelo CFF, foi o prefeito Luiz Caetano. Coube também a ele acalmar os ânimos internamente no PT, na manhã deste domingo, 26, e pavimentar o caminho para o ingresso de Marco Antônio na aliança em torno do petista Ademar Delgado. O xeque-mate no grupo oposicionista é previsto para breve com o ingresso de mais outro medalhão da política local, no campo governista.

E Luiz Caetano, experiente em negociações políticas, tem consciência de que os apoios são bem-vindos e somam no processo de consolidação da pré-candidatura do seu pupilo. Mas, deve estabelecer limites à voracidade dos novos agregados por cargos. Pois sabe que eles adentram ao grupo por enfrentarem condições desfavoráveis no processo eleitoral que se avizinha, principalmente, pelo alcance da Lei da Ficha Limpa às suas principais lideranças, tornado-as inelegíveis.

A tendência, ao que tudo indica, é que essa será uma aliança ampla, geral e irrestrita, seguindo a política de conchavos que elegeu Lula no passado e, mais recentemente, Wagner e Dilma, que tem, desde os tempos do ex-presidente, o PRP na base do governo. Ou seja, além de não ser uma coisa do outro mundo a ida do PRP para a composição da aliança de apoio ao projeto petista no município, está claro que as portas estão abertas para receber mais adesões, venham elas de onde vierem, onde o importante é somar forças para garantir a continuidade do projeto do partido na cidade por, pelo menos, mais quatro anos.

O grande debate agora será em torno dos cargos a serem ocupados pelos novos adesistas ou por correligionários por eles indicados. Aproxima-se a reforma do secretariado - tendo em vista que aqueles que serão candidatos nas próximas eleições devem deixar os cargos até 30 de março -, dando início à dança das cadeiras, momento oportuno para acomodar Marco Antônio e seus apadrinhados no seio da administração.

Relembrando -
Quando o CFF divulgou o flagrante do cumprimento cordial entre os prefeituráveis Marco Antônio(PRP) e Ademar Delgado(PT), no início deste ano, uma grande polêmica veio à tona, com o primeiro envolvido negando, categoricamente, que poderia haver qualquer possibilidade de um conchavo político naquele gesto. Delgado, por sua vez, preferiu o silêncio, confirmando a máxima de que “quem cala, consente”.

“A foto que vocês colocaram mostrando a minha pessoa (Marco Antônio) e o secretário Ademar Delgado, num cumprimento social em uma situação que nos encontrávamos em um evento publico da cidade, não pode ser prova que esteja me unindo ao projeto político do governo atual. A foto mostra um cumprimento cordial e respeitoso de dois homens públicos que não comungam do mesmo projeto ou pensamento político, mas que se respeitam como cidadãos que convivem na mesma cidade”, respondeu Marco Antônio, na época, ao CFF.

Mas, as negociações em curso provam que o Camaçari Fatos e Fotos, pelo faro jornalístico, estava no caminho certo ao sugerir que aquele abraço poderia representar o início de um “namoro” entre as duas pré-candidaturas. E o “casamento”, segundo informações, já está marcado para breve. Marco Antônio possivelmente assumirá um cargo no primeiro escalão da Prefeitura.  Confirmada a costura política em curso, cairá por terra o discurso oposicionista proferido por ele em sua defesa perante o episódio do abraço em Ademar Delgado.

“Sou um dos pré-candidatos da oposição a prefeitura de Camaçari e pretendo diante do respaldo que o povo desta cidade tem dado ao meu nome, ao meu projeto político, permanecer firme, em meu propósito de ser a esperança do povo desta cidade...”, diz trecho da nota.

Esta “firmeza” de propósito, no entanto, não durou muito tempo. Impedido de ser candidato pela Lei da Ficha Limpa, Marco Antônio tratou de arrumar seu lugar à sombra, ou ao sol, ou convenceu-se de que estivera enganado sobre a administração que antes criticara, e deve desembarcar “de mala e cuia” na ala situacionista. Onde enfraquece a já tão combaliante oposição, uma vez que o radialista leva consigo um considerável cacife político, inflado pelos mais de 20 mil votos para prefeito obtidos nas eleições de 2008.

Tido como o “patinho feio” entre oposicionistas históricos do prefeito Luiz Caetano (PT), por sua trajetória política incipiente, Marco Antonio, ao que tudo indica, deve estar dando como resposta aos que o subjugaram a adesão ao projeto dos que reconhecem nele algum valor. Ainda que em certa ocasião, o pois, pois do site, tenha sido contestado.

Veja também: CFF - Flagrante, intrigante, que pode representar reviravolta na política camaçariense?

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