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Política

Havia 41 deputados com presenças mostradas no painel do plenário, mas na prática, apenas uns poucos “gatos pingados” (foto/CFF/Carlos Eduardo Freitas)
Havia 41 deputados com presenças mostradas no painel do plenário, mas na prática, apenas uns poucos “gatos pingados” (foto/CFF/Carlos Eduardo Freitas)

“Entre tapas e beijos”, poderia assim ser traduzida a sessão ordinária desta quinta-feira, 23 de fevereiro, pós-carnaval, na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA). Os “tapas”, claro, da bancada de oposição no governo e nos deputados governistas, que abandonaram para forçar o término da mesma por falta de quorum. Os “beijos”, óbvio, da bancada governista direcionados ao governador Jaques Wagner, pelo bem sucedido carnaval de Salvador.

“O carnaval foi positivo, houve redução de 16% de ocorrências policiais em relação ao ano passado. Foi um carnaval tranqüilo, na paz, com uma taxa de 86% de ocupação dos hotéis e com muitos turistas na cidade”, exaltou a organização da festa pelo governador do estado, Jaques Wagner, o deputado estadual Álvaro Gomes (PCdoB).

O deputado Cacá Leão (PP) também parabenizou o governo estadual e os baianos pelo que chamou de “belíssimo” carnaval. “A Bahia e Salvador deram um belo exemplo de se fazer o festejo carnavalesco”, acrescentou o deputado Gildásio Penedo (PSD).

Mas, a oposição rebateu os elogios. “Apesar dos deputados governistas subirem à tribuna para fazer aquela puxação de saco ao governador, houve foi um esvaziamento no carnaval, devido a condução desastrosa do governo na greve da PM. Não me parece correto e não é assim que se mostrará a realidade dos fatos, pois os prejuízos para o comércio foram grandes”, criticou Paulo Azi (DEM). Para ele, o mérito da festa vai para a Polícia Militar, que foi, segundo o parlamentar, “ofendida e desmoralizada” e, mesmo assim, “cumpriu com seu papel de proteger a população”.

Euclides Fernandes (PDT), contudo, saiu em defesa do governo: “O papel da oposição é criticar e tentar desmerecer o governador Wagner. Mas, todo mundo viu, a televisão mostrou que o carnaval foi grandioso, foi seguro e com muita gente participando”. O deputado elogiou também a forma como o governo conduziu o festejo momesco que, na opinião dele, foi uma “grande festa”.

Havia 41 deputados com presenças mostradas no painel do plenário, mas na prática, apenas uns poucos “gatos pingados” proseavam nas bancadas quando o deputado Marcelino Galo (PT) pediu uma questão de ordem e solicitou do presidente a verificação de quorum para a continuidade da sessão.

O deputado Luciano Simões (PMDB), da oposição, pediu que o parlamentar petista retirasse sua questão de ordem, para o “bem do debate” na Casa legislativa. O que não ocorreu. “É feio, ante a opinião pública, que no retorno dos trabalhos ocorra o fim da sessão. O PT é um partido do contraditório, que está evitando o debate, onde o líder do governo sobe na tribuna para elogiar o trabalho da Casa e depois seus liderados vão saindo um a um para derrubar a sessão”, reclamou.

Não adiantou. Após ser zerado o painel e abrir contagem para o registro das presenças, apenas 13 parlamentares remarcaram suas presenças e a sessão foi encerrada por falta de quorum – que consiste em ter presente um terço dos deputados do Legislativo estadual  (21 parlamentares).

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“Entre tapas e beijos”, poderia assim ser traduzida a sessão ordinária desta quinta-feira, 23 de fevereiro, pós-carnaval, na ALBA (foto/CFF/Carlos Eduardo Freitas)
“Entre tapas e beijos”, poderia assim ser traduzida a sessão ordinária desta quinta-feira, 23 de fevereiro, pós-carnaval, na ALBA (foto/CFF/Carlos Eduardo Freitas)

 

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