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Base Comunitária da PM em Amaralina (Erik Salles / Agência A TARDE)
Base Comunitária da PM em Amaralina (Erik Salles / Agência A TARDE)

Sete pessoas foram mortas por dia, em média, entre 1º e 6 deste mês em Salvador e região metropolitana (RMS).  Até às 17h30 desta sexta, o boletim de ocorrência divulgado pelo site da SSP-BA já listava outras seis vítimas, elevando para 42 o número de homicídios nos seis primeiros dias de 2012.

Chama a atenção o nível de violência com o qual alguns crimes foram praticados, a exemplo, do adolescente Paulo Sérgio Portela degolado por outro menor de 16 anos, filho de um policial militar, além do radialista Laecio de Souza, assassinado a tiros em Simões Filho e do menino Fabrício Rocha Cruz,  7 anos, morto, também à bala, em um conjunto  de Cajazeira 11.

Na terça-feira, o soldado PM Cléber Souza Moreira foi assassinado, por volta das 12h30, em São Cristóvão, quando esperava a picape GM S10 ser reparada em uma loja de autopeças. E em Ipitanga,  o vigilante José Erlon de Santana é morto pelo perito criminal Urandi Alves de Santana por usar um apito.

Recuo histórico - Apesar das estatísticas negativas para o começo de 2012, o número de mortes na Bahia aponta para um recuo histórico em 10 anos. Segundo revela a própria SSP/BA, com base em informações preliminares antes do balanço de 2011, que deverá ser fechado ainda este mês.

Segundo o comando da Polícia Militar, representada pelo chefe da unidade de imprensa, capitão Marcelo Pitta, a implantação de outras 30 bases na Bahia, de 2010 para cá, tem sido importante na luta contra a violência.

Uma das prioridades das unidades instaladas no interior é intensificar o combate aos assaltos em agências bancárias. “Estamos fazendo isso através do serviço de inteligência, que procura se antecipar às ações dos criminosos”, explicou o capitão.

Em Salvador, o sistema tem sido uma ação recorrente, segundo o militar, nas bases comunitárias de pacificação. Duas já instaladas no Calabar e no Nordeste de Amaralina (inclui Santa Cruz e Chapada). A próxima, segue em processo de finalização no bairro de Fazendo Coutos.

A questão a ser enfrentada pelo Estado é quanto a insatisfação das polícias civil e militar com os baixos salários. “Já foi aprovada premiação pelo cumprimento de metas, que vai de R$ 300 a R$ 4 mil”, antecipou Pitta. Segundo ele, os valores serão pagos por áreas de segurança (AIPS - Área Integrada de Segurança Pública), que faz parte das companhias e delegacias.

Atividade móvel - “Os números (de homicídios) demonstram que só as bases [comunitárias] não são suficientes. Até porque o crime é uma atividade móvel, que não pertence a um local específico. Se ele [o criminoso] se vê sufocado em uma determinada área, com certeza ele vai migrar para outro lugar. E isso as bases comunitárias não garante”, afirma a professora da Uneb e integrante do Fórum Comunitário de Combate à Violência, Tânia Cordeiro, dando como exemplo os assaltos a banco em cidades no interior.

Segundo a especialista, é preciso que as autoridades reconheçam a dinâmica do crime. “A lógica do crime é a do lucro e das possibilidades. É ligado em rede. É dinâmico, não fica refém”, disse Tânia.

Para ela, há desproporção entre as tentativas oficiais e a força do crime. “Inibir o crime passa por questões estruturais. É pensar educação e saúde, por exemplo. Seria a oferta de oportunidade aos jovens. Eles (os jovens) precisariam saber que têm futuro. Por último, que se supere o problema da impunidade”.

 

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