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William mantinha as vítimas em cômodos separados e os alimentava a cada dois dias (Foto: Reprodução)
William mantinha as vítimas em cômodos separados e os alimentava a cada dois dias (Foto: Reprodução)

Segundo a polícia, vítima aproveitou distração do suspeito e usou o próprio celular dele para pedir socorro à mãe. Caso ocorreu em Salvador.

Um homem de 28 anos foi preso em flagrante, em Salvador, suspeito de manter a namorada de 18 anos e o filho dela, de 3 anos, em cárcere privado por cerca de oito meses. O caso foi descoberto pela polícia após a vítima aproveitar um momento de distração do suspeito e usar o celular dele para avisar à mãe onde estava presa.

"Ontem, a mãe da vítima foi até a Deam e noticiou o fato. Ela reside em Paripe e disse que a vítima estava em cárcere privado e sofrendo tortura. Mostrou algumas fotos dela e do neto, que estava deitado no chão, e pediu a diligência. Havia uma carta contando todo o sofrimento e pedindo que a mãe a auxiliasse", relatou a delegada titular da Deam, Simone Moutinho.

William Guimarães de Oliveira, que negou as acusações em depoimento, foi localizado no Jardim das Margaridas, na quinta-feira (7), mesmo dia em que a mãe da jovem denunciou o caso à polícia. Natural do Rio de Janeiro, o suspeito foi apresentado à imprensa na tarde desta sexta, na sede da Polícia Civil, na Piedade.

A polícia disse que o homem foi preso na rua onde ficava o imóvel em que mantinha as vítimas presas e estava com a chave da casa no bolso. Os policiais foram com ele até a residência e encontraram mãe e filho presos, cada um em um cômodo diferente do imóvel. A jovem, conforme a polícia, estava com a unha de um dos dedos das mãos arrancada e o suspeito teria usado a boca para cometer a agressão.

De acordo com a Polícia Civil, ainda na quinta, a jovem enviou fotos dela e do filho, fruto de outro relacionamento, para a mãe com o celular do suspeito, avisou que os dois estavam sendo vítimas de constantes espancamentos e sessões de tortura e também onde estavam presos.

Na foto enviada para a mãe, a vítima aparecia bastante lesionada, informou a polícia. A mãe, então, foi até a delegacia para registrar a ocorrência.

A polícia disse que Willian e a jovem se conheceram há oito meses, via amigos em comum, e começaram a trocar mensagens por um aplicativo de mensagem.

Com uma semana, os dois começaram a namorar e ele a levou para a Ilha de Itaparica, onde ele estava morando.

Lá, já na primeira semana de namoro, segundo a polícia, houve uma briga entre os dois e Willian a abandonou no imóvel com o filho, sem dinheiro, e veio para Salvador. Dias depois, ele retornou para a Ilha e começou a impedir que a jovem saísse de casa.

A polícia disse que o suspeito se mudava várias vezes com a vítima após perceber que os vizinhos estavam desconfiando que ela e o filho estavam sendo torturados e mantidos em cárcere. Além da Ilha e do Jardim das Margaridas, onde estavam desde novembro de 2018, moraram em bairros como Paripe e Vista Alegre.

"Na ilha, ele largou ela sozinha, sem dinheiro lá e voltou quatro dias depois e disse: 'a partir de hoje você é minha. Ninguém toca mais em você'. Essas posturas machistas coisificam a mulher. Esses homens que agem dessa forma duvidam que alguma mulher tenha sentimentos e intelecto e agem de forma que usufruem dessas vítimas como objetos. Essa moça é um grande exemplo de mulheres que tiram da dor o pulsar da vida e dão a volta por cima. Exemplo para que outras mulheres na mesma situação tomem a mesma atitude de denunciar", disse a delegada.

A polícia disse que a vítima era espancada todos os dias com bicudas e pontapés e ainda era obrigada a fazer sexo com o suspeito. O homem, ainda conforme a polícia, alimentava a criança somente a cada dois dias e a mantinha separada da mãe.

"A vítima chegou muito assustada, ela tinha muito medo. Ela começou dizendo que estava machucada por causa do carnaval, por ter saído como cordeira, mas depois ela me abraçou, chorou e narrou todo o ocorrido. Contou que era agredida todos os dias e que a razão de viver dela era o filho. Certo dia ela tentou suicídio, mas desistiu por causa do filho", relatou a delegada Simone.

No depoimento, o suspeito negou o crime. Disse, segundo a polícia, que as lesões apresentadas pela vítima no momento em que foi encontrada pela polícia foram machucados que ela teve no carnaval.

"A nossa convivência era ótima. A família dela que inventou isso aí", disse o suspeito.

Sobre a unha do dedo da vítima que teria sido arrancada por ele, o suspeito disse: "Ela chegou e disse que perdeu a unha pelo carnaval. Ela saiu sem mim no carnaval dois dias"

A polícia disse que Wiliam trabalhava como garçom e que tem passagens por envolvimento em roubo a ônibus em Salvador. Ele foi indiciado por cárcere privado, lesão corporal, tortura e por agressão à criança.

O suspeito vai ficar preso na Deam de Periperi até passar por uma audiência de custódia, marcada para o sábado (9). "Agora ele esta preso em flagrante e vai ser apresentado à Justiça na audiência de custódia, e o juiz vai decidir sobre a vida dele. As vítimas estão sendo protegidas por medidas protetivas, estão sendo amparadas, inclusive com acompanhamento psicológico e social", detalhou Claudenice Mayo, delegada do Departamento de Polícia Metropolitana (Depom).

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