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Foram três mortes muito extranhas em 14 dias, e por causas ainda desconhecidas
Foram três mortes muito extranhas em 14 dias, e por causas ainda desconhecidas

No bairro do Oiteiro de Santo Antonio, localidade de Nagé,a  nove quilômetros da cidade de Maragogipe, os moradores estão assustados, sem saber o que fazer, ante a morte misteriosa de três membros de uma mesma família – mãe e duas filhas – num curto espaço de 15 dias.

As mortes, sem uma causa ainda definida, começaram na tarde de 31 de julho, com a garota Ruth Ribeiro, de cinco anos, que subitamente se sentiu mal e começou a expelir uma espuma branca pela boca, ficando sem enxergar e com o corpo apresentando manchas vermelhas. Levada ao Hospital da cidade de São Felix, a pouco mais de 15 quilômetros, teve duas paradas cardíacas e morreu.

A segunda morte ocorreu em 07 de agosto, com  a irmã de Ruth,  Adriane Ribeiro, de um ano e 11 meses. Depois de estar brincando na porta de casa com as primas e amigas, ela começou a fritar e se debater, apresentando os mesmos sintomas da irmã que morrera sete dias antes. Levada à Unidade de Pronto Atendimento de Maragojipe (UJPA), acabou morrendo antes mesmo o de receber os primeiros socorros médicos.

A última morte ocorreu na segunda-feira, quando a mãe das duas garotas, Adryane Ribeiro, de 23 anos, se sentiu mal após participar de um culto evangélico  perto de casa, por  volta das 20 horas. Gritando que não queria morrer, ela ainda chegou a ser levada para a UPA de Maragogipe, mas lá acabou morrendo. Os sintomas foram idênticos aos apresentados pelas duas filhas quem morreram em intervalos de sete dias, cada.

Até ontem à tarde, a Secretaria Municipal de Saúde de Maragogipe ainda não sabia as causas das mortes. A secretária Rosameira Santana de Jesus Silva Ribeiro disse que vai aguardar  os laudos do Instituto Médico Legal de Santo Antonio de Jesus e de Mar Grande, que realizaram exames nos corpos da primeira vítima e das duas subseqüentes, respectivamente, para se pronunciar. “Estamos sem saber o que dizer, pois não temos quaisquer indícios  que nos permitam estabelecer uma causa das mortes”, disse.

Isolamento

Durante todo o dia de ontem um carro de som anunciava aos moradores de Nagé o horário de sepultamento de Adryana Ribeiro, marcado para às 17 horas no pequeno cemitério da vila. Através de auto-falantes, os moradores se inteiravam  também do fato, narrado por um locutor de uma rádio comunitária. Na cidade, há nove quilômetros dali, as mortes consideradas misteriosas, também foi o assunto do dia, principalmente nos postos de saúde da cidade e nas rodas de amigos nas praças, merca dos e bares da cidade.

Ontem técnicos da Vigilância Epidemiológica da Secretaria Estadual da Saúde chegaram à cidade e hoje pela manhã vão entrar na casa onde residia a família de Adryane . A casa onde ela morava com as duas filhas e o marido, Jefferson Brandão Ribeiro, 30 anos, foi fechada pela Polícia Civil, que investiga o caso. As duas casas próximas, no primeiro andar e ao lado, também foram interditadas pela polícia, que hoje, junto com os técnicos da Vigilância Epidemiológica, vão colher materiais para investigação.

Ontem a Polícia iniciou as primeiras investigações, colhendo alguns depoimentos de familiares das vítimas. Jefferson, marido de Adryane e pai das duas crianças, permaneceu na casa da irmã, Ana Paula Brandão da Conceição. Segundo informações dos familiares, permaneceu a manhã toda sedado com medicamentos. Não aparentava quaisquer sintomas de alterações orgânicas e a princípio não fora afetado pelas causas das mortes de Adyane e das duas filhas, mas mesmo assim foi submetido a exames de sangue, cujos resultados deverão ser divulgados hoje.

No bairro, contudo, todos estavam assustados e quem sabia alguma coisa afirmava não haver quaisquer indícios de briga entre o casal e muito menos  comportamentos diferentes nas duas crianças. “Foi algo que pegou todos de surpresa e pelas formas como morreram, nos deixam, assustados”, disse uma prima da família, Marcia Silva Ribeiro, 25 anos., Um pastor de uma igreja evangélica que era frequentada pela família, José Carlos Pedreira, disse que conhecia todos e por isso mesmo, não poderia atribuir as mortes a um crime premeditado.

Vila é de pescadores e marisqueiras

A Vila de Nagé é a mais importante do município de Maragogipe, cidade de 46 mil habitantes, localizada próxima à foz do Rio Paraguaçu e a Baía de Todos-os-Santos, que está a 130 quilômetros de Salvador. A vila é formada essencialmente por pescadores e marisqueiras,  e é conhecida também pelos trabalhos das rendeiras e artesanatos de  barro. A vila está localizada no centro da Baía do Iguape, uma extensão da Baía de Todos-os- Santos com  a foz do Paraguaçu.

A maior  parte da população vive da pesca e da mariscagem, além do cultivo de caranguejos e guaiamuns, e também da  agricultura e produção de peças de barro, rivalizando com as localidades de Maragogipinho (Aratuípe) e Nazaré das Farinhas.

No turismo, Nagé é muito conhecido pelas regatas de barcos a vela que fazem o percurso Baía de Aratu — Nagé, caracterizado por ter um trecho de difícil navegação dentro do Rio Paraguaçu, devido às fortes correntezas influenciadas pela variação das marés e da pouca largura do rio, o que dificulta as manobras dos barcos a vela.

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