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Rosimeire segura documento do filho no IML (Foto: Bruno Wendel/CORREIO)
Rosimeire segura documento do filho no IML (Foto: Bruno Wendel/CORREIO)

Sentada em um dos bancos do Instituto Médico Legal Nina Rodrigues, na manhã desta sexta-feira (9), a dona de casa Rosimeire Alves de Oliveira, 43 anos, observava fixamente o retrato do filho mais velho e, em segundos, o olhos ficam encharcados. “Ele era tudo pra mim. Uma pessoa honesta e trabalhadora. Fazia orgulho”, repetia inconsolável. Ela é mãe do mototaxista e entregador de pizza Fábio Oliveira da Silva, 23, assassinado a tiros no bairro de Canabrava, na terça-feira (6).

A mãe disse que o filho não tinha envolvimento com criminosos, nunca usou drogas, mas que havia prestado uma queixa crime contra o próprio pai, Fábio Pereira da Silva, que o ameaçou de morte.

“Meu filho foi à delegacia porque o pai dele disse que iria matá-lo. Ele foi me defender das agressões do pai. Ele e os irmãos cresceram vendo o pai me espancar diariamente”, declarou Rosimeire.

A morte de Fábio Oliveira é investigada pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). O corpo dele foi enterrado no final da tarde de hoje, no Cemitério Municipal de Plataforma.

Crime
Fábio Oliveira foi assassinado dentro de casa, na Rua Zélia Santos Souza, por volta das 22h. “Ele e a mulher tinham acabado de chegar. O meu filho tirava a roupa para ir tomar banho, quando dois homens, usando capotes e com os rostos cobertos com panos, arrombaram a porta e atiraram”, contou Rosimeire.

Segundo ela, o filho sequer reagiu. “A mulher dele disse que ele chegou a dizer: ‘O que é isso, rapaz? O que é isso? Não devo nada a ninguém’. Eles dispararam sem falar nada”, disse.

A dona de casa disse que, logo após o filho ter sido baleado, ela recebeu uma ligação da mulher de Fábio Oliveira informando que o filho tinha sido baleado e que tinha sido socorrido para o Hospital Geral do Estado (HGE). “Quando cheguei lá, junto com o patrão dele, encontrei meu filho estirado na pedra”, lamentou.

Agressões
Rosimeire disse que casou com Fábio Pereira quando ela tinha 15 anos. Do casamento, teve três filhos: Fábio Oliveira era o mais velho – os outros filhos são um rapaz de 20 e uma adolescente 16. “Eles foram crescendo e me vendo apanhar porque o pai dizia que eu traia e na verdade quem traia era ele. Ele foi o meu primeiro e único homem. Não sabia que era violento”, contou

A dona de casa disse que agosto do ano passado tomou coragem para denunciar o marido. “Meus filhos cresceram e não permitiam mais as agressões. Em agosto do ano passado, o denuncie na Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) e uma medida protetiva foi determinada pela Justiça e ele teve que sair de casa”, disse.

Ameaça
No dia 26 de outubro do ano passado, Rosimeire estava com os filhos na casa dela, em Tancredo Neves, quando Fábio Pereira invadiu o local dizendo que ia levar tudo. “Aí meu filho disse: ‘você não vai levar nada. Além de espancar minha mãe, você não comprou nada aqui’. Aí, ele me deu um murro e correu. Os meus dois filhos foram atrás dele. O alcançaram e o entregaram à polícia, foi quando ele ameaçou matar meu filho mais velho”, contou. A queixa da ameaça foi registrada 11ª Delegacia (Tancredo Neves).

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