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Policial

O jovem Geovane de Santana Rocha, 21 anos, foi preso mais uma vez nesta quinta-feira (18). Ele é acusado de matar o adolescente Claudson Alberto Silva Júnior, 15, durante um assalto, na Barra. O crime aconteceu quando a vítima chegava da escola, no dia 29 de março deste ano. Ele foi preso pela primeira vez cinco dias depois do crime, mas recebeu um alvará de soltura no dia 9 de maio. Na sexta-feira (12), o Ministério Público da Bahia ofereceu denúncia contra Geovane junto com o novo pedido de prisão feito pela polícia. Um adolescente também responde pelo crime.

O crime
O estudante Claudson Alberto Silva Júnior estava no portão do Edifício Guarujá, onde morava com a mãe, quando foi abordado por dois homens em uma motocicleta, por volta das 20h. O jovem voltava da escola e carregava uma mochila quando foi acuado pelos criminosos. Os bandidos exigiram que ele entregasse os pertences, mas o estudante reagiu.

Um dos homens desceu da moto e tentou tirar a mochila à força da vítima. Os dois entraram em luta até que o assaltante sacou a arma e atirou três vezes contra Claudson. O estudante foi baleado duas vezes, no tórax e ombro, e caiu logo depois. O criminoso voltou para a moto e a dupla fugiu.

O adolescente foi socorrido para o Hospital Geral do Estado (HGE), mas não resistiu aos ferimentos e morreu dois dias depois. A ação dos bandidos foi registrada por uma câmera de segurança.

No dia 3 de abril um adolescente de 17 anos foi apreendido suspeito de envolvimento no crime. Ele confessou a participação e informou que era Geovane quem estava com ele no dia do assalto. Dois dias depois, Geovane procurou a polícia e se entregou. Ele confessou o crime e disse que estava escondido na Ilha de Itaparica desde que tudo aconteceu. O suspeito também contou para os investigadores que foi o adolescente de 17 anos quem atirou na vítima.

Soltura
Um mês e quatro dias depois da prisão, a defesa de Geovane alegou que houve excesso no prazo para a conclusão do Inquérito Policial - a prisão temporária tem prazo de 30 dias. O advogado solicitou que o jovem respondesse ao processo em liberdade e a juíza Ailze Botelho Almeida Rodrigues acatou o pedido.

Na decisão, a magistrada substituiu a prisão por medidas cautelares preventivas. Geovane teria que comparecer em juízo todos os meses a partir do dia 10 de maio para informar sobre as atividades; ficou proibido de deixar Salvador sem autorização da justiça; nem frequentar bares, boates e festas de largo; e não pode ficar nas ruas entre às 19h e às 6h, de segunda à sexta-feira, e durante todo fim de semana.

A polícia investiga a participação de Geovane em outros dois assaltos.

 

 
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