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A operação, que teve o apoio da Rondesp, começou com a abordagem de usuários na Ladeira da Preguiça
A operação, que teve o apoio da Rondesp, começou com a abordagem de usuários na Ladeira da Preguiça

Oito pessoas foram abordadas e revistadas. Entre elas, um garoto de 15 anos, que também confessou ser viciado em crack

Um lugar fétido e escuro, com lixo, baratas e moradores em condições sub humanas. De perto, é essa a situação da cracolândia flagrada pelo CORREIO, localizada na Rua da Conceição da Praia, no Comércio. Depois da denúncia publicada nas edições de quinta e sexta-feira, sobre o tráfico e consumo de crack existente entre os casarões, 20 policiais militares realizaram uma incursão no local.

A operação, que foi comandada pelo capitão Reinaldo Soeiro, do 18º BPM (Centro Histórico), com o apoio da 16ª CIPM (Comércio) e de Rondas Especiais (Rondesp), começou com a abordagem de usuários e transeuntes da Ladeira da Preguiça, e com a incursão em becos da região.

Em seguida, agentes invadiram o local, conhecido como “escadinha”, onde a  movimentação pode ser vista do Elevador Lacerda. Oito pessoas foram abordadas e revistadas. Entre elas, um garoto de  15 anos, que também confessou ser viciado em crack. Assustado, o adolescente disse preferir viver na rua e usar crack do que ir para um abrigo, já que não tinha família.

No local, foram apreendidos cachimbos para uso de crack, uma nota de R$ 50  e um caderno com nomes e quantias em dinheiro que aparentemente registram a movimentação de venda de drogas. Segundo o tenente Anderson Cavalcante, que atua no Comércio, diversas incursões já foram feitas no local, mas somente usuários são encontrados. “Eles têm olheiros e ficam sabendo de longe que estamos chegando. Para pegar quem vende aqui é necessário que seja feito um trabalho de inteligência, com a Polícia Civil”, afirmou.

Questionado sobre o traficante que fornece drogas ao local, um dos usuários se negou a responder. “Se falar amanhã é o rabecão que vem aqui buscar os pacotes”, disse. Segundo informações dos policiais, um traficante conhecido como “Jansei” seria o responsável pela boca de fumo. “Aqui fica só o ‘jockey’, que é quem vende. O traficante grande não”, contou um dos PMs envolvidos na operação. “Isso aqui já foge da alçada da polícia. É um problema social, questão de saúde pública”, comentou o capitão Soeiro.

 

 

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