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O agente se emocionou e saiu do mar enxugando as lágrimas carregando o pequeno nos braços (Foto: Reprodução)
O agente se emocionou e saiu do mar enxugando as lágrimas carregando o pequeno nos braços (Foto: Reprodução)

'Ele era tão pequeno, magrinho, que não cabia no flutuador', lembrou Joel Júnior

"Ele era tão pequeno, magrinho, que não cabia no flutuador. Foi quando falei para ele vir comigo e ele disse que estava com muito medo". Foi assim que o Bombeiro Joel Júnior Silva Lemos descreveu o resgate de uma criança de quatro anos no último fim de semana na região do Guarujá, em São Paulo. O agente se emocionou e saiu do mar enxugando as lágrimas carregando o pequeno nos braços.

O cabo estava de serviço, na Praia das Astúrias, quando as vítimas se afogaram e foi necessário dar início ao protocolo de socorro. No primeiro momento, como contou ao G1, o bombeiro não sabia que se tratavam de crianças. Além do menino de quatro anos, uma menina de 10 anos, um adolescente de 13 e uma jovem de 18, todos da mesma família de turistas, estavam se afogando. Segundo informações do Corpo de Bombeiros da região, os pais das crianças não viram quando eles foram arrastados pela corrente de retorno.

Além dele e de outro agente que estavam de quadriciclo, outros dois guarda-vidas foram a pé até a parte da praia em que as vítimas estavam. Apenas no mar foi que perceberam que as vítimas eram crianças.

"Ele disse que estava com muito medo e me abraçou, exatamente como meu filho fala e faz quando sente medo de algo. Naquela hora eu me lembrei do meu filho e me emocionei muito. Tive que tentar conter a descarga de adrenalina para trazê-lo à faixa de areia. A foto tirada mostra que estou com ele nos braços como se fosse meu filho mesmo, foi muito forte a emoção. Foi tirada bem na hora que eu enxugava minhas lágrimas", disse o homem em entrevista ao G1.

O cabo reforça que é preciso ter cuidado com crianças na praia e que os responsáveis monitore todas as ações dos pequenos. "Aonde a criança está, você deve estar também. Não pode ficar distante e deixar a criança na água", explica ele.

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