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Abraham Weintraub: ex-ministro da Educação pediu demissão do governo Bolsonaro após um ano e dois meses de gestão (Foto: Walterson Rosa | MEC | Flickr)
Abraham Weintraub: ex-ministro da Educação pediu demissão do governo Bolsonaro após um ano e dois meses de gestão (Foto: Walterson Rosa | MEC | Flickr)

Documento com quase 300 assinaturas de representantes da sociedade civil e entidades diz que ex-ministro da Educação é a "antítese" do que o Bird representa

Um dia depois de o governo anunciar sua ida para o Banco Mundial (Bird), Abraham Weintraub, ex-ministro da Educação, já começa a enfrentar resistências de representantes da sociedade civil. Uma carta com quase 300 assinaturas foi enviada, nesta sexta-feira, às embaixadas de países que integram o grupo do Brasil, na instituição.

O documento faz um apelo para que Weintraub não seja eleito diretor executivo do Bird, sob o argumento de que sua gestão no ministério foi “destrutiva e venenosa” e que ele não tem competência e condições técnicas de assumir essa função.

A correspondência foi endereçada aos embaixadores da Colômbia, da República Dominicana, do Equador, do Haiti, do Panamá, das Filipinas, do Suriname e de Trindade e Tobago.

Junto com o Brasil, esses nove países têm votos suficientes para eleger o ex-ministro da Educação para o cargo — que já foi ocupado pelo ex-ministro da Fazenda, Pedro Malan; os secretários de Assuntos Internacionais do Ministério da Economia, Marcos Caramuru e Otaviano Canuto; o ex-secretário do Tesouro Nacional, Murilo Portugal, entre outras personalidades.

Na carta, os signatários afirmam ter recebido com perplexidade a notícia. Desaconselham “fortemente” a indicação e destacam que a demissão do ex-ministro é resultado de um ambiente “destrutivo e venenoso que ele inflou em todo o sistema político do Brasil.”

Segundo o documento, desde que assumiu o cargo, Weintraub sempre respondeu com “desprezo, sarcasmo e agressividade a críticas ou mesmo recomendações de cidadãos comuns, jornalistas, legisladores e até juízes da Suprema Corte.”

“Devido a seu comportamento odioso e desempenho medíocre como ministro da Educação, houve pedidos quase unânimes de sua renúncia em todos os segmentos da sociedade brasileira”, diz um trecho da carta.

Assinada por institutos e organizações governamentais ligadas a várias áreas, como direitos humanos, urbanismo e defesa do consumidor, a carta também tem como signatários artistas, economistas, escritores, antropólogos e historiadores.

São exemplos o ex-presidente do BNDES, Pio Borges; os economistas Laura Carvalho e José Roberto Afonso; o cantor e escritor Chico Buarque, a cantora Olívia Byington; o ator Paulo Betti; a ex-ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira,  o ex-ministro da Fazenda, Rubens Ricupero.

“Weintraub pode comprometer os interesses do Brasil no banco. Uma pessoa que define a si próprio como um homem da militância, não pode tratar com isenção um pedido do governador do Maranhão [Flavio Dino, do PCdoB], por exemplo. Não tem cabimento botar num posto que é eminentemente técnico alguém que é militante de extrema direita”, disse Ricupero ao O Globo.

O documento enumera uma série de fatores como argumento de que Weintraub é a “antítese” de tudo o que o Banco Mundial procura representar na política de desenvolvimento e no multilateralismo: ideologia baseada em evidências, fracas habilidades de gerenciamento, falta de capacidade de lidar com injustiças sociais e econômicas por meio de políticas públicas, desrespeito aos valores do multilateralismo e conduta incompatível com os padrões de integridade ética e profissional.

Procurado, o Ministério da Educação informou que a pasta e o próprio Weintraub não vão se manifestar.

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