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O governador de São Paulo João Doria (PSDB) (Foto: Marcello Fim | Agência O Globo)
O governador de São Paulo João Doria (PSDB) (Foto: Marcello Fim | Agência O Globo)

Em coletiva, governador defendeu atuação da polícia na comunidade no último domingo

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou nesta segunda-feira, em coletiva no Palácio dos Bandeirantes, que a atuação da polícia de São Paulo não terá alterações após as mortes de 9 jovens na comunidade de Paraisópolis , Zona Sul de São Paulo, na madrugada deste domingo.

— A PM segue rigorosamente todos os protocolos. Isso não significa que seja infalível. Determinei que a apuração seja rigorosa e plena. Mas a política de segurança pública não vai mudar. As ações em Paraisópolis, bem como outras comunidades do estado, sejam por obediência à lei do silêncio, busca e apreensão de drogas, ou roubo de bens, vão continuar. A existência de um fato não inibirá as ações de segurança no estado de São Paulo — afirmou Doria.

O governador definiu possíveis erros da Polícia Militar no evento, a serem investigados, como “excessos circunstancialmente cometidos ali”.

— Determinei apuração rigorosa dos fatos, sobretudo daqueles que entendemos que merecem ser investigados em profundidade — afirmou.

No último dia 27 de setembro, Doria declarou que não era prioridade de sua gestão reduzir o índice de letalidade durante ações da polícia no Estado. Nesta segunda-feira, ele reafirmou essa posição.

— A letalidade [nesse caso] foi provocada por bandidos e não a polícia, tanto que o baile continuou. E ele nem deveria ter sido realizado — disse o governador.

Para o general João Camilo Pires de Campos, secretário de Segurança Pública do estado de SP, o inquérito deve investigar quem eram os organizadores do evento e também os motociclistas que, segundo a PM, iniciaram o tumulto ao atirar contra policiais que monitoravam os arredores do baile funk.

Na madrugada de sábado para domingo, 9 jovens morreram na comunidade de Paraisópolis após ação da polícia durante baile funk que reuniu cerca de 5 mil pessoas no local.

Segundo coronel Ramos, comandante de policiamento da capital, o protocolo adotado nestes eventos – chamado Protocolo Pancadão – prioriza a ocupação prévia dos locais para evitar a realização dos bailes e nunca a dispersão de multidão já formada. No sábado à noite, segundo Campos, a PM não conseguiu ocupar o local antes que a aglomeração se formasse.

Segundo a polícia, três agentes de moto que faziam o monitoramento da região em torno da comunidade receberam tiros de dois homens numa moto Yamaha. A perseguição causou o tumulto da multidão e pisoteamento das vítimas.

— A perda desses 9 jovens muito nos comoveu. Se há relação de causa e efeito da ação policial com as mortes, isso só o inquérito dirá — afirmou Ramos. O coronel, por sua vez, não descarta alterações nos procedimentos da polícia após as mortes. — Quando temos perdas, temos que analisar inconsistências — concluiu.

Moradores e familiares contestam a versão da polícia e afirmam que a causa das mortes não foi pisoteamento, mas agressão. Segundo os presentes, a polícia teria fechado as principais via de acesso e saída da festa e agredido presentes. Vídeos que circularam na internet desde o acontecido mostram violência policial e jovens encurralados em uma rua estreita tentando fugir do tumulto. Numa das imagens, civis são agredidos por policiais com cassetetes em uma das ruas de Paraisópolis.

O comandante geral da PM de São Paulo, Coronel Salles, no entanto, questionou a relação do vídeo com o acontecido no domingo.

— O que está ali [no vídeo] é gravíssimo, um abuso que será apurado. Não compactuamos com erros e não admitimos violência policial. Mas já fizemos 44 operações ali. Em princípio [o vídeo] não parece ser daquele momento, mas não descartamos — disse Salles. Para o coronel, a ausência de música é o principal indício de que o vídeo refere-se a outro momento da atuação policial na comunidade — Nós temos que rever algumas coisas — também afirmou.
Policiais ‘preservados’

O comandante geral da PM de São Paulo esclareceu que os policiais envolvidos na ação não foram afastados, estão apenas sendo "preservados" pela força de segurança.

— Os policiais não estão afastados, eles estão preservados. Nós temos que concluir o inquérito. Não vamos condená-los antes do devido processo legal. Eles continuarão nas unidades, em serviços administrativos, no mesmo horário de trabalho. Em eventos com mortes, como esse, eles são submetidos a trabalho com psicólogos e análise médica, inclusive para dar tranquilidade, para que a gente possa apurar o inquérito e não haja ameaças a testemunhas, não haja nada— esclareceu Salles.

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