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Há cerca de um mês, Luana terminou o namoro, mas, segundo sua filha, Paulo a perseguia (Foto: Reprodução)
Há cerca de um mês, Luana terminou o namoro, mas, segundo sua filha, Paulo a perseguia (Foto: Reprodução)

Há cerca de um mês, Luana terminou o namoro, mas, segundo sua filha, Paulo a perseguia, ligando de madrugada e a vigiando, parado num carro em frente à casa dela

Por não aceitar o fim do relacionamento, um homem agrediu sua ex-namorada usando um socador de alho, neste domingo (24), em Barra Mansa, no Sul Fluminense, no Rio de Janeiro. A vítima, Luana Cunha da Silva, de 35 anos, está internada na Santa Casa de Misericórdia, também em Barra Mansa.

A filha dela, Agatha Christye, de 19 anos, contou que Paulo Roberto Lopes da Silva Júnior, de 30 anos, já havia sido violento outras duas vezes, era controlador e muito ciumento.

— Já tinham ocorrido outras agressões. Na primeira vez, ele a apertou pelo pescoço, mas não deixou marcas. Na segunda, eu presenciei, e ele a ameaçou, dizendo que se ela terminasse, ele a faria voltar pra ele em dois dias — relatou. — Minha mãe não podia sair de casa, só se fosse com ele, não podia conversar com ninguém, nem comigo. Ele tinha um sentimento de posse, sabe? Sentia muitos ciúmes. Ela estava com medo de ele fazer algo.

Há cerca de um mês, Luana terminou o namoro, mas, segundo sua filha, Paulo a perseguia, ligando de madrugada e a vigiando, parado num carro em frente à casa dela, até que, neste domingo, pediu que conversassem. As agressões ocorreram na residência da vítima, que ficou com manchas de sangue em diferentes cômodos.

— Nós íamos registrar ocorrência e pedir medida protetiva, só que ele foi mais rápido. Ele pegou o celular da minha mãe e viu algumas mensagens do ex dela, mas eles são amigos. Ele deu uma "gravata" nela, minha mãe desmaiou, e depois bateu com um socador de alho no rosto dela — disse Agatha.

Após acordar, Luana foi para a casa da irmã de Paulo, onde ele estava. Ela contou que o ex-namorado de sua mãe teria tentado agredi-la novamente, mas foi impedido pelos parentes. Em seguida, a vítima foi levada para uma UPA.

— Ninguém da família dele me ligou. Eu não sei porque ela foi lá. Ela poderia ter pedido ajuda a um vizinho mais próximo. Acho que ela não parou para pensar. Depois me ligou do próprio hospital. Ela está arrasada e triste porque ele acabou com o rosto dela. Está machucada e muito mal emocionalmente, mas está lúcida e não corre risco de morte. Espero que ele seja preso, ela está apavorada — afirmou a jovem, que também recebeu uma ligação de Paulo.

De acordo com Agatha, o agressor lhe disse que "iria fazer o certo".

— Perguntei se ele iria se entregar, mas ele não respondeu. Eu não sei porque ele ligou, deve ter sido para me atormentar, ele sabe que minha gravidez é de risco, estou com 35 semanas.

Um mandado de prisão foi emitido para Paulo e agentes da 90ª DP (Barra Mansa) realizam diligências para localizá-lo. Enquanto isso, a jovem teme que ele a encontre. O homem tem passagem na polícia por tentativa de furto em 2016.

— Eu moro na casa de cima da minha mãe e não posso voltar. Ele pode voltar e fazer algo comigo — disse.

No último dia 2, outro caso de violência doméstica foi registrado no Sul Fluminense. Uelinton de Oliveira, acusado de agredir sua então mulher com socos, chutes e chibatadas usando um fio de luz, na residência do casal em Angra dos Reis, na Costa Verde do Rio, foi preso na última quarta-feira. A vítima estava com o filho de 8 meses no colo no momento da agressão. O caso foi registrado na Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) da cidade no mesmo dia do episódio.

A Polícia Civil informou que o acusado vai responder pelos crimes de tortura, cárcere privado e ameaça, e será encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da justiça.

As agressões ocorreram na residência da vítima, que ficou com manchas de sangue em diferentes cômodos (Foto: Reprodução)
As agressões ocorreram na residência da vítima, que ficou com manchas de sangue em diferentes cômodos (Foto: Reprodução)

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