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Economia

Sócio da Livraria Evangélica Betânica, Gonçalves comemora crescimento anual de cerca de 4,6% (Foto: Gildo Lima/Agência A TARDE)
Sócio da Livraria Evangélica Betânica, Gonçalves comemora crescimento anual de cerca de 4,6% (Foto: Gildo Lima/Agência A TARDE)

Você pode até não acreditar no ditado “a fé move montanhas”, mas os números mostram que, na economia e nos negócios, o “business” da fé tem movido com sucesso a carreira de empresários que sabem como e onde investir.

Pelo menos 50% da população brasileira frequenta cultos religiosos. Some-se a isso o fato de 89% das pessoas confessarem que a religião é algo importante na vida, segundo dados da Fundação Getúlio Vargas (FGV). O resultado desta equação são empresas que louvam o próprio ritmo de crescimento.

Em Salvador, um exemplo de quem sabe aproveitar esse mercado é o sócio-diretor da Livraria Evangélica Betânica, Jaime Gonçalves, 47 anos. Com um crescimento anual de cerca de 4,6%, o empresário administra cinco lojas, 49 funcionários e clientes espalhados em mais de 100 municípios baianos.

Cada estabelecimento tem de 25 a 28 mil itens. Além de livros, é possível comprar produtos que vão desde chaveiros e adesivos a brinquedos, CDs e DVDs.

“Mas o meu principal produto ainda é a Bíblia. São em média seis mil vendidas todos os meses”, comenta Gonçalves, após lembrar que somente nos três primeiros meses deste ano comercializou 15 mil unidades.

Números - De acordo com a Sociedade Bíblica do Brasil (SBB), houve aumento de 14,54% na distribuição de bíblias entre os anos de 2010 e 2011. Boa parte das publicações da entidade é disponibilizada a preços subsidiados ou gratuitamente.

Ainda segundo Gonçalves, o aquecimento nesse ramo teve início no período da implantação do Plano Real, quando houve modernização das gráficas e aumento da concorrência entre editoras evangélicas.

Nas prateleiras, basta uma rápida pesquisa para perceber que a Bíblia deixou de ser um produto antiquado. É possível comprar desde bíblias infantis até edições especiais para as mulheres ou direcionadas para assuntos específicos, como meios de obter sucesso financeiro ou como lidar com os desafios do universo masculino. “Até o leiaute das páginas está modernizado”, diz Gonçalves.

Produtos - O segmento de produtos cristãos movimenta cerca de R$ 12 bilhões por ano, como afirma o professor de Ciências do Consumo Aplicadas da ESPM-SP, Mário Renê. “E esse valor pode ser ainda maior. Muitas empresas não divulgam números”, diz.

O setor mais promissor é o da música. Em 2011, sete dos 11 CDs mais vendidos no País estão no ramo religioso, segundo dados da Associação Brasileira dos Produtores de Discos (ABPD).

No setor de publicações, os números da Câmara Brasileira do Livro (CBL) indicam que a
produção de livros religiosos cresceu 39,2% em 2010, comparando-se ao ano anterior. Nesse segmento, estão incluídos livros católicos de sucesso, como o do padre Marcelo Rossi.

“Investe-se em produtos segmentados, como roupas mais comportadas e até cosméticos que não prometem beleza. Os evangélicos, especialmente neopentecostais, atuam na ideia de que é preciso viver bem aqui e agora”, assinala Renê.

Agressivos - Entre os católicos, outro filão de mercado é a produção de terços, medalhas, crucifixos e imagens. Ainda assim, o olhar comercial é tido como tímido se comparado aos investimentos dos evangélicos, como afirma o teólogo e diretor-executivo do Instituto Brasileiro de Marketing Católico, Antonio Kater.

“Os evangélicos são os mais agressivos do mercado. No caso dos católicos, temos bons produtos e preços acessíveis, mas a distribuição é fraca”, explica.

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