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Opinião

O que é Corrupção? (Imagem Ilustrativa)
O que é Corrupção? (Imagem Ilustrativa)
A "corrupção nossa de cada dia"! Instigante? Inconveniente?! Sim ou não, um leitor do Camaçari Fatos e Fotos, o Josaphat Rodrigues Gervásio, postou comentário no Mural de Recados do site que, pelo teor crítico, pelo bom emprego da problemática discutida e defendida e pelo teor de interesse público, merece ser publicado na íntegra na "capa'' do site. No texto, o leitor faz uma reflexão do real sentido da corrupção e de sua relação com nosso famoso "jeitinho brasileiro" de resolver as coisas, tirar proveito ou tentar enquadrar outrem. Vale a pena ler.

Íntegra:

Será que todas as pessoas que praticam a "Lei de Gérson", ou o "Jeitinho" de resolver problemas, ou mesmo os "Malandros" incansáveis, estão em condições de analisar e aprovar ou reprovar aqueles a quem chamam de "Corruptos"? Afinal, o que é Corrupção? Via de regra, corrupção é o resultante de algo que foi corrompido, adulterado, estragado… Ou seja, é o estado de algo que não mantém e apresenta suas características originais.

Então, como nosso assunto é a Coisa Pública, os bens, o patrimônio, os serviços, etc., pertencentes e prestados pelos Administradores da República aos seus cidadãos, o que seria, neste contexto, Corrupção? Para que algo esteja corrompido, é necessário que esteja alterado daquilo que "deveria ser". Então, a corrupção dos administradores pressupõe a existência de um comportamento considerado correto, íntegro, não corrompido… Certo?

Será que podemos considerar como correto o comportamento estabelecido pela Ética? E corrupto o comportamento que não seja ético? Se sim, Corrupção aplica-se apenas aos Administradores da Coisa Pública? Ou aplica-se também aos seus beneficiários e aos seus co-proprietários? Poderiam os signatários dos Contratos Sociais, a Nação, que sub-estabeleceram as prerrogativas de administração a um grupo de pessoas (Os Administradores, os Políticos, o Funcionalismo Público) serem também corrompidos e tornarem-se corruptos? Execramos, verdadeiramente amaldiçoamos, os que, sendo investidos da obrigação de administrar, causam prejuízos à Coisa Pública.

E são mesmo execráveis tais pessoas e tais prejuízos, certo? E o que diremos dos religiosos que usam das contribuições do rebanho em benefício próprio? E os empresários que visam apenas o lucro pessoal, sem preocupações trabalhistas, sem contribuições sociais, sem preocupações com sustentabilidade, etc? E os funcionários que, longe dos olhos do patrão, encostam, brincam, conversam, dormem…? E a dona de casa que vai ao supermercado, recebe um troco a mais e, percebendo, cala-se?

E o cidadão que encontra uma carteira, com nome, documentos e contatos de seu proprietário, mas resolve ficar com o dinheiro ali encontrado, porque "Achado não é roubado"? E, coroando nossas referências, que diremos dos que execraram os Administradores a vida toda, mas ao se tornarem um deles, dizem "se não pode com eles, junte-se a eles" e dizem que "agora eu tiro o atraso"?

Afinal, se resistirem aos corruptos, colocam em risco as suas vidas e as de seus familiares, não é mesmo?

Quantas formas de corrupção conhecemos? Quantas formas execramos? Quantas toleramos? E, no fim, quantas formas de corrupção praticamos pessoalmente, e aí encontramos justificativas…? Gostaríamos de conhecer histórias, documentos, situações e fatos que demonstrem e respondam estes questionamentos.

Contribua com a discussão. Faça suas sugestões, apontamentos e, porque não, meã culpa…

- Opiniões, no mural de recados. E, lembrando, aqui não se está sugerindo que isso se aplique a você. Cabe, no entanto, a cada qual fazer sua auto-crítica.

 

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