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Tragédia causada pelo rompimento da barragem da Samarco, em Mariana (MG), destruiu parte da cidade em 2015 (Foto: Reprodução)
Tragédia causada pelo rompimento da barragem da Samarco, em Mariana (MG), destruiu parte da cidade em 2015 (Foto: Reprodução)

Você lembra da tragédia causada pelo rompimento da barragem da Samarco, em Mariana (MG), ocorrida em 2015 e que destruiu parte da cidade e dois povoados? Pois bem, de acordo com dados da Agência Brasil, passados quase sete anos da tragédia, diversas famílias ainda a conclusão dos cadastros de perdas e danos para então poderem ser indenizadas.

Nesta quinta-feira (15), foi realizada uma audiência de conciliação no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) e as empresas - as que menos foram prejudicadas com o rompimento - ganharam um novo prazo para a conclusão dos cadastros dos moradores de Mariana (MG) atingidos no rompimento da barragem. Com isso, os 135 cadastros que estão em andamento poderão ser finalizados em até quatro meses e os 177 que ainda não foram iniciados, em oito meses.

As negociações que definiram o novo prazo envolveram representantes dos atingidos, da Samarco, das suas acionistas Vale e BHP Billiton e do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). A audiência também teve a participação da Fundação Renova, entidade criada para gerir todas as medidas para reparação dos danos previstos em acordo firmado em março de 2016 entre as três mineradoras, o governo federal e os governos de Minas Gerais e do Espírito Santo.

Na tragédia, 19 pessoas morreram e dezenas de cidades mineiras e capixabas na Bacia do Rio Doce sofreram impactos. O novo prazo para conclusão dos cadastros, no entanto, diz respeito apenas aos atingidos do município de Mariana, epicentro do episódio. Dois distritos na área rural da cidade - Bento Rodrigues e Paracatu - ficaram destruídos pela força da onda de rejeitos. Até hoje a reconstrução das duas comunidades não foi concluída.

Morando hoje no centro da cidade ou em municípios vizinhos como Ponte Nova e Barra Longa, esses atingidos possuem uma rotina completamente distinta daquela que possuíam nas comunidades da zona rural. As obras de reassentamento se constituem como um dos principais gargalos do processo reparatório. As casas deveriam ter sido entregues em 2018 e 2019 conforme o primeiro cronograma negociado.

Com os atrasos, uma decisão judicial fixou o prazo de 27 de agosto de 2020. Em função de fatores que provocaram mudanças o projeto, uma nova sentença prorrogou essa data para 27 de fevereiro de 2021, o que também não foi respeitado. O MPMG cobra judicialmente uma multa de R$ 1 milhão por dia de atraso com base nessa última data. Em março, segundo dados divulgados pela Fundação Renova, apenas sete das 306 moradias previstas estavam concluídas.

Enquanto isso, centenas de famílias seguem aguardando algum tipo e ressarcimento pelos dados materiais sofridos e lidando como podem com os danos emocionais e psicológicos. "Se o Brasil fosse um país sério".

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