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Jornalista Ana Paula Padrão (Foto: Reprodução)
Jornalista Ana Paula Padrão (Foto: Reprodução)

O episódio público nacional mais recente de violência contra a mulher, o caso do DJ Ivis, que espancava a então esposa, Pamella Holanda, diante de amigos, familiares e até do bebê de nove meses do casal - como já era de se esperar - mobilizou a opinião pública e, infelizmente, ainda houve quem defendesse o agressor.

Na outra ponta, porém, celebridades públicas fizeram questão de se manifestar contra as cenas absurdas divulgadas por Pamella nas redes sociais. Uma dessas figuras de reconhecimento nacional foi a jornalista Ana Paula Padrão.

No seu perfil da rede social Instagram, na qual o DJ ganhou mais de 400.000 novos seguidores após a divulgação das imagens, a jornalista ressaltou que o Brasil ainda está longe de ser, de fato, o país amistoso que finge ser.

"Eu não vi grandes manifestações de homens, desde que a cena foi divulgada até agora, e mais do que isso, em uma das cenas em que o DJ Ivis espanca a mulher dele, a Pamella, diante de um bebê que está ali, um bebê de nove meses, o bebê deles, há um homem presente. E sabe o que ele faz? Ele não faz nada.", aponta ela.

"Essa confraria masculina, e é uma masculinidade tóxica, inclusive, se estende a homens que são considerados bacaninhas, letrados, maduros e que, diante de qualquer episódio de violência doméstica, feminicídio, violência física ou psicológica contra a mulher, dizem 'mas, também, vocês, feministas, estão transformando os homens em palermas. Uma hora eles vão se revoltar'", avaliou a jornalista, criticando a postura de tentar justificar a violência, em benefício do agressor.

Sem citar o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), a âncora da TV Record associou os discursos do presidente ao crescimento do comportamento machista no país. "Sabe o que eu temo? Que essa necessidade de desqualificar o outro para ganhar a discussão, que está sendo de alguma forma chancelada pela situação política que estamos vivendo, acabe justificando esse tipo de argumento".

Em outra parte do vídeo de cerca de cinco minutos, ela ressaltou que a violência contra a mulher é "uma causa urgente e necessária, que já passou da hora de ser publicamente discutida e publicamente resolvida".

No final do vídeo, ela escancarou uma verdade que muita gente ainda finge não ver: "[O Brasil é] um dos países onde mais de pratica violência contra mulher no mundo. A gente não é bacaninha. A gente é machista, racista e a gente agride. Nós somos um país que posa de bacaninha, mas é muito violento. E essa é uma ótima oportunidade para começar a pensar nisso.", concluiu.

Vídeo

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