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Equipe do Ministério Público faz busca e apreensão no apartamento onde moravaa filha de Queiroz, Evelyn (Foto: Pablo Jacob | Pablo Jacob)
Equipe do Ministério Público faz busca e apreensão no apartamento onde moravaa filha de Queiroz, Evelyn (Foto: Pablo Jacob | Pablo Jacob)

Agentes se encontram em locais na capital e também em Resende, no Sul do Estado do Rio, onde moram parentes da ex-mulher de Bolsonaro

O Ministério Público do Rio cumpre na manhã desta quarta-feira diversos mandados de busca e apreensão em endereços de ex-assessores do senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ) tanto na capital como em Resende, no Sul do Estado do Rio. As medidas cautelares foram pedidas na investigação sobre lavagem de dinheiro e peculato (desvio de dinheiro público) no âmbito do antigo gabinete do senador quando era deputado estadual na Assembleia Legislativa do Rio. São alvo das medidas cautelares os endereços de Fabrício Queiroz, ex-chefe da segurança de Flávio, seus familiares e ainda parentes de Ana Cristina Siqueira Valle, ex-mulher do presidente Jair Bolsonaro.

Queiroz, o amigo da família

Fabrício Queiroz, ex-chefe da segurança de Flávio Bolsonaro, é investigado por suspeita de praticar a chamada rachadinha - prática de devolução dos salários de funcionários - no gabinete do então deputado estadual. Foi citado pelo Coaf por movimentações financeiras suspeitas de R$ 1,2 milhão e teve o sigilos fiscal e bancário quabrados

Nathalia, a personal trainer

Filha de Queiroz, Nathalia Queiroz também apareceu na lista do Coaf e teve os sigilos bancário e fiscal quebrados pela Justiça. Ela trabalhou na Câmara com Jair Bolsonaro e no gabinete de Flávio na Alerj. No mesmo período, também atuava como personal trainer de diversas celebridades.Funcionária por 10 anos, nunca teve crachá da Alerj.

Márcia, mulher de Queiroz

A mulher de Queiroz, Marcia Aguiar, foi nomeada no gabinete de Flávio em 2007 e lá ficou até 2017, com salário bruto de R$ 9.835,63. Mesmo lotada como consultora especial para assuntos parlamentares, ela declarou-se "cabeleireira" em um processo para a Defensoria Pública em 2008. Nunca teve crachá na Alerj.

Enteada de Queiroz

Enteada de Queiroz, Evelyn Mayara de Aguiar Gerbatim, foi nomeada para o cargo de assessora em 2017, na vaga da mãe, Márcia Aguiar. O pai de Evelyn, Márcio Gerbatim - que também trabalhou no gabinete de Flávio - informou desconhecer que a filha tenha trabalhado lá. Segundo ele, Evelyn cursava faculdade e trabalhava em uma farmácia

Mãe e mulher de foragido


Raimunda Veras Magalhães e Danielle Mendonça da Costa da Nóbrega, a mãe e a mulher do capitão Adriano Magalhães da Nóbrega, foragido da Justiça por suspeita no caso Marielle Franco, ocupavam cargo com salário de R$ 6.490,35. Raimunda é uma das servidoras que fizeram repasses para Queiroz. Nunca tiveram crachá da Alerj.

Wellington, assessor em Portugal

O tenente-coronel da Polícia Militar do Rio Wellington Servulo Romano da Silva, de 48 anos, passou 248 dias fora do Brasil durante o período de um ano e quatro meses em que trabalhou no gabinete de Flávio na Alerj e, ainda assim, recebeu os salários e as gratificações. Ele é um dos servidores que transferiram recursos para Queiroz.

Francisco Diniz, o assessor que fez faculdade integral

O veterinário Francisco Siqueira Guimarães Diniz é primo da ex-mulher de Bolsonaro e foi lotado inicialmente no gabinete de Flávio quando tinha 21 anos, em 2003. Em 2005, ele começou a cursar a faculdade de Medicina Veterinária em Barra Mansa, a 140 quilômetros do Rio. Funcionário por 14 anos, nunca teve crachá na Alerj.

Andrea Valle, fisiculturista que vive de faxinas

Irmã da ex-mulher de Bolsonaro, a fisiculturista Andrea Siqueira Valle, de 47 anos, foi nomeada para cargo em 2008 e por 9 anos jamais teve identificação funcional. Apenas em 2017 foi pedido um crachá da Alerj em seu nome. Nesse período, ela sempre viveu em Resende. Tinha salário bruto de R$ 7.326,64, além de receber auxílio educação de R$ 1.193,36.

José Cândido, ex-sogro de Bolsonaro

O vendedor aposentado José Cândido Procópio da Silva Valle, de 76 anos, é pai de Ana Cristina Valle, ex-mulher do presidente Jair Bolsonaro. Ele foi nomeado no gabinete de Flávio em 2003. Lá, teve um salário bruto que chegou a R$ 6.322,28 em 2007. Ele foi exonerado um ano depois. Durante todo o período jamais teve crachá da Alerj.

Maria José, professora de Resende

A professora aposentada Maria José Siqueira e Silva, de 77 anos, também nunca teve crachá funcional da Alerj, apesar de ter sido lotada no gabinete de Flávio de outubro de 2003 até maio de 2012. Tia da ex-mulher do presidente, ela chegou a receber um salário bruto de R$ 4.400,06.

As medidas cautelares desta quarta-feira atingem sobretudo ex-assessores que também tiveram sigilo fiscal e bancário quebrado pelo Tribunal de Justiça do Rio em abril. Ao todo, na ocasião, 96 pessoas e empresas foram alvo da decisão da 27ª Vara Criminal do Rio, cujo titular é o juiz Flávio Itabaiana de Oliveira Nicolau.

O MP confirmou, em nota, que "foram cumpridos hoje (18/12) 24 mandados de busca e apreensão" no âmbito da investigação que apura movimentações suspeitas envolvendo Fabrício Queiroz. Por conta do sigilo das investigações, o MP não forneceu mais informações.

A defesa de Fabrício Queiroz disse ter recebido a informação a respeito da recente medida de busca apreensão com "tranquilidade" e ao mesmo tempo "surpresa" e a classficou de "absolutamente desnecessária".

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