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Deltan Dallagnol, coordenador da Lava Jato (Foto: Fernando Frazão | Agência Brasil)
Deltan Dallagnol, coordenador da Lava Jato (Foto: Fernando Frazão | Agência Brasil)

O novo capítulo da Vaza Jato, revelado hoje em parceria pela Folha de S. Paulo e pelo Intercept, demonstra como Deltan Dallagnol, coordenador da Lava Jato, ficou rico ao monetizar a Lava Jato e explorar financeiramente a sua perseguição ao ex-presidente Lula – que hoje seria presidente pela terceira vez se não tivesse sido perseguido pela força-tarefa.

"Ele começou a focar o meio empresarial e arrecadou ao menos R$ 580 mil a partir de 2017, apontam diálogos e documentos obtidos pelo The Intercept Brasil e analisados em conjunto com a Folha", aponta reportagem de Flávio Ferreira, Amanda Audi, Leandro Demori e Alexandre de Santi.

"Deltan sempre se recusou a divulgar a relação de empresas e entidades que pagaram por suas palestras, bem como as remunerações recebidas por esse trabalho. A lista de contratantes do procurador traz unidades da operadora de planos de saúde Unimed, firmas do mercado financeiro e associações industriais e comerciais. O valor de cada palestra variou entre R$ 10 mil e R$ 35 mil. O total arrecadado com elas a partir do início da Lava Jato passou de R$ 1 milhão caso sejam somadas as quantias que Deltan também destinou para instituições filantrópicas", informam ainda os jornalistas.

"Deltan pagas ou programadas entre fevereiro de 2017 e fevereiro de 2019, conforme diálogos, planilhas, recibos e contratos que circularam em grupos de conversas do procurador. A maioria delas teve como tema corrupção e ética nos negócios. Em valores atualizados pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a soma das remunerações dos eventos desde 2017 encontrados na documentação é de cerca de R$ 580 mil. Um quarto das palestras verificadas pela reportagem foi para unidades do plano de saúde Unimed", aponta a reportagem.

Deltan também vendeu palestras do sistema financeiro, como a XP, e para entidades empresariais, que se beneficiaram com o golpe de 2016 e com a prisão sem provas do ex-presidente Lula, que ontem concedeu entrevista exclusiva à TV 247.

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