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Desde o início da gestão de Jair Bolsonaro (PSL), o governo estuda a possibilidade de acabar com a Sesai - Foto: Metrópole
Desde o início da gestão de Jair Bolsonaro (PSL), o governo estuda a possibilidade de acabar com a Sesai - Foto: Metrópole

Um prédio do Ministério da Saúde foi invadido na manhã desta segunda-feira (12/08/2019) por indígenas. De maioria mulheres, os manifestantes protestam contra os desmontes da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai).

O ato ocorre no prédio da Sesai, localizado na região central de Brasília. As imagens mostram o momento em que os indígenas invadem o local.

Desde o início da gestão de Jair Bolsonaro (PSL), o governo estuda a possibilidade de acabar com a Sesai. Em março, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, decidiu, após protestos, manter a secretaria.

Na nova estruturação, parte das ações ficaria à cargo de uma futura secretaria de Atenção Básica, enquanto outras atividades, que fugissem ao escopo da nova secretaria, seriam assumidas por estados e municípios.

“Os índios achavam que a secretaria de saúde indígena tinha que permanecer. O ministério achava que deveria somar à nova Secretaria Nacional de Atenção Básica e Indígena. Como os índios entendem que deve permanecer, porque tem uma luta história, porque é simbólico, e porque ali se reforça a sua cultura, a sua identidade, nós vamos manter a secretaria de Saúde Indígena”, disse Mandetta à época.

A xamã do povo Jama Madi, Iaixirá, de 43 anos, veio de Curitiba para participar do protesto. “A saúde está no coração. Ela tem que melhorar, não ser piorada como está acontecendo nessa gestão. A Sesai não leva em conta as coisas que fogem da medicina oficial. Eu trabalho com plantas, que também curam. O desmatamento está na nossa casa, perdi familiares inteiros pela destruição da Amazônia”, apontou.

Jainara de Sousa Chaves de Guajajara, 18 anos, reclama da falta medicamento na aldeia, localizada no Maranhão. “A situação do povo indígena não está boa. Viemos diretamente para o Ministério de Saúde para mostrar que não estamos bem. Estão tomando nossas terras, precisamos da mata para viver, as coisas precisam melhorar”, defendeu.

Procurado, o Ministério da Saúde informou que a Polícia Militar acompanha o movimento e, até o momento, não há registro de feridos nem danos ao patrimônio.

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