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Jonatan Diniz afirma que queria alertar para crianças com fome no país (Foto: Reprodução/Facebook)
Jonatan Diniz afirma que queria alertar para crianças com fome no país (Foto: Reprodução/Facebook)

Expulso da Venezuela após dez dias detido, o brasileiro Jonatan Moisés Diniz, de 31 anos, admitiu que "queria ir para a cadeia" para gerar repercussão e, com isso, alertar sobre a fome das crianças no país. Em vídeo gravado na Califórnia, nos Estados Unidos, ele criticou o foco da imprensa a supostos maus-tratos contra ele na prisão e disse que incitou sua detenção pelos militares venezuelanos. Na visão de Jonatan, que diz ter provas da sua intenção, "os fins justificam os meios".

"Se eu fui para lá e fui, é porque incitei ser preso. Eu planejei ir para a Venezuela, chamar atenção e ser preso. Admito. Com o dinheiro que eu tenho, não daria para salvar nem cem crianças. Num ato sem medo, fui, falei (...) enfrentei de cara pessoas poderosas, ligadas ao presidente, às Forças Armadas. Fui para a cadeia justamente porque eu queria ir para a cadeia para acontecer a repercussão, para mostrar que tem criança morrendo de fome. Indo para a cadeia, aconteceu exatamente o meu plano", reconheceu o brasileiro. A informação é do site O Globo.

No vídeo, publicado em sua conta pessoal do Facebook, Jonatan não detalha o que fez para incitar sua detenção. Em dezembro, o dirigente chavista Diosdado Cabello — figura forte do chavismo — anunciou que as autoridades o haviam prendido e acusou o brasileiro de liderar a "organização criminosa" Time to Change, que seria fachada para ações contra o governo de Nicolas Maduro. O número 2 do chavismo chegou a sugerir que a agência secreta dos EUA, a CIA, estaria por trás da atuação dele no país latinoamericano.

O objetivo, segundo Jonatan, era divulgar o drama das crianças e financiar a ajuda. Quanto mais repercussão, mais dinheiro a ONG da qual participa conseguiria arrecadar e, assim, compraria mais comida para os pequenos famintos.

Em apelo aos seguidores para espalhar a "vibração do bem", o brasileiro reforçou que não sofreu maus tratos na cadeia e destacou que se arriscaria de novo em nome da causa.

"Foram onze dias de apreensão, de orações. Só que a minha vida não é nada. Se eu puder, com tudo isso que eu fiz, salvar uma criança, já valeu tudo a pena. Se eu tiver que arriscar minha vida mais cem vezes, vou arriscar (...) Se algum governo, se alguma polícia quiser me prender por isso, pode me prender. Estou aqui à disposição. Se é para fazer o bem, eu topo arriscar a minha vida", frisou.

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