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Arquivo pessoal/Reprodução EPTV
Arquivo pessoal/Reprodução EPTV

O promotor de Justiça  Rogério Sanches disse na manhã desta segunda-feira (5) que solicitará que a diretoria do Hopi Hari, em Vinhedo, no interior de São Paulo, responda criminalmente pela morte da adolescente Gabriela Nichimura, de 14 anos, após uma queda do La Tour Eiffel, no dia 24 de fevereiro.

O advogado do parque temático, Alberto Zacharias Toron, disse na semana passada em entrevista coletiva que a segurança é prioridade da empresa e que a morte de Gabriela ocorreu depois de uma falha humana. O parque ainda não se manifestou sobre a intenção da promotoria em responsabilizar criminalmente o Hopi Hari pela morte de Gabriela Nichimura.

Depoimentos
Rogério Sanches informou também que vai convocar para depoimentos o presidente e os dois vice-presidentes do parque. O Fantástico de domingo (4) mostrou uma entrevista com o vice-presidente, Cláudio Guimarães. O executivo admitiu que a morte da adolescente se deu após uma 'sucessão' de falhas.

Já prestaram depoimentos à Polícia Civil e ao Ministério Público, os familiares da adolescente Gabriela Nichimura, funcionários e o diretor de manutenção do Hopi Hari.

Fechado
O parque está fechado desde sexta-feira (2) e a previsão é que seja reaberto em 10 dias, mas segundo o acordo, o prazo pode ser prorrogado por mais dez dias, se o MP julgar necessário.  Funcionários envolvidos com a manutenção devem ser colocados à disposição da equipe que vai fazer a vistoria nos brinquedos. O parque terá que apresentar a documentação completa dos equipamentos.

Morte
Gabriela estava com os pais no parque, quando caiu do brinquedo La Tour Eiffel, uma espécie de elevador de 69,5 metros de altura, com assentos que sobem a 5 metros por segundo e chega a 94 km/h. Segundo testemunhas, a adolescente caiu de uma altura de 30 metros.

O laudo da morte apontou que ela sofreu politraumatismo severo. O corpo da adolescente foi enterrado em Guarulhos, no sábado (25). Em nota, o Hopi Hari lamentou o acidente e informou que “está prestando toda a assistência à família da vítima e apoiando os órgãos responsáveis na investigação sobre as causas do acidente”.

Na segunda-feira (27), o brinquedo passou por perícia por técnicos do Instituto de Criminalística e a conclusão é que havia ocorrido falha humana, mas uma foto entregue pela família à polícia na quarta-feira (29), apontou que a perícia havia sido feita na cadeira errada.

A constatação muda totalmente o rumo da investigação. Fomos induzidos ao erro", afirmou Noventa Júnior. A informação incorreta sobre o assento em que a garota estava no momento do acidente foi passada por testemunhas, de acordo com ele. O promotor Rogério Sanches afirmou que a cadeira onde a adolescente estava inoperante há pelo menos 10 anos.

Em entrevista ao Fantástico, em Guarulhos, na Grande São Paulo, Silmara Aparecida Nichimura disse ter notado a ausência de um fecho no assento do brinquedo em que a filha estava.

Nesta segunda-feira (5), o delegado de Vinhedo, Álvaro Santucci Noventa Júnior, responsável pela investigação da morte da adolescente, vai ouvir novas testemunhas.

 

 

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