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A cadeira do brinquedo La Tour Eiffel usada por Gabriela Nichimura, que morreu no Hopi Hari na sexta-feira (24), nunca tinha sido utilizada antes do acidente, de acordo com a promotora Ana Beatriz Sampaio Silva Vieira. “A distância entre a estrutura e o assento é curta e o usuário pode se chocar com a trave”, explica. Além disso, o lugar não possui o cinto de segurança, segundo ela.

“Caso o brinquedo volte a funcionar o aviso de que a cadeira é inoperante terá que ser mais claro”, afirma Ana Beatriz. O La Tour Eiffel ficará fechado por tempo indeterminado, até que o parque apresente um novo esquema de segurança para a atração, já que o atual falhou.

De acordo com a promotora, o atual sistema de segurança do brinquedo depende exclusivamente da atenção humana para que ninguém utilize o assento que sempre esteve inativo. Ela diz que existem 11 atrações como o La Tour Eiffel, da empresa suiça Intamin, que operam no mundo. Ainda de acordo com a promotora, em 99 ocorreu um acidente em um desses brinquedos e em 2003 a empresa solicitou a implantação do cinto, determinação seguida pelo Hopi Hari.

Fechado por dez dias
O parque ficará fechado por pelo menos dez dias para perícias em todos os brinquedos. A decisão firmada entre os responsáveis pelo parque e promotores, na tarde desta quinta-feira (1°), com a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), deve auxiliar na investigação que o Ministério Público (MP) faz para saber se o local é seguro para os clientes. Na sexta-feira (24), a adolescente Gabriela Nichimura, de 14 anos, morreu após cair da atração La Tour Eiffel.

Segundo o acordo, o prazo de suspensão das atividades pode ser prorrogado por mais dez dias, se o MP julgar necessário. Funcionários envolvidos com a manutenção devem ser colocados à disposição da equipe, que terá técnicos dos bombeiros, do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea), Instituto de Criminalística de São Paulo e do MP. O parque terá que apresentar a documentação completa dos brinquedos. Caso o TAC seja desobedecido, o Hopi Hari está sujeito a multa diária de R$ 95 mil.

O prazo de dez dias começa a ser contado a partir desta sexta-feira (2). Na segunda-feira (5), às 9h, equipes técnicas iniciam a vistoria. Um relatório final será produzido pela equipe técnica da força-tarefa, pedindo alterações no sistema de segurança de alguns brinquedos, caso sejam necessárias.

Em nota, a assessoria de imprensa do Hopi Hari confirma que o parque ficará fechado por dez dias para perícias e que os clientes que tiverem comprado ingressos para o período em que o local fica fechado devem entrar em contato pelo e-mail Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. ou pelo telefone 0300-7895566.

Foto
Uma foto apresentada na quinta-feira (1º) pelo advogado da família de Gabriela, Ademar Gomes, que teria sido feita momentos antes do acidente, mudou o rumo das investigações. A imagem contesta dados preliminares da perícia. As primeiras análises tiveram como objeto uma cadeira do brinquedo onde a garota não se sentou, Gomes.

Depoimentos
O gerente-geral do Hopi Hari e responsável pela manutenção do parque prestou pela segunda vez depoimento e confirmou que a cadeira que a adolescente estava foi desativada há 10 anos e que deve ter sido acionada por outra pessoa de forma manual por algum funcionário, segundo o advogado do Hopi Hari, Alberto Zacharias Toron. No primeiro depoimento, ele informou que era impossível ter havido falha mecânica no equipamento e apontou como falha humana a causa mais provável do acidente.

Trava se abriu em perícia
O MP e a polícia informaram que a perícia feita na quarta-feira (29) no La Tour Eiffel mostrou que a cadeira onde Gabriela Nichimura estava se abre no momento da descida. "A cadeira onde ela estava faz movimentos de chicote na descida quando o brinquedo é operado", disse o promotor Rogério Sanches. O delegado Álvaro Santucci Noventa Júnior, também confirmou que a cadeira estava com defeito. Procurado pelo G1, o parque informou que reitera "veementemente a cooperação absoluta com todos os órgãos responsáveis na apuração definitiva do caso". As informações são do G1.

 

 

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