Galeria de Fotos

Não perca!!

Banner

Nacional

Dois PMs suspeitos de participarem do assassinato da juíza Patrícia Acioli, em agosto de 2011, tiveram a transferência autorizada para o presídio de Bangu 8, por motivos de saúde. A decisão é do Juiz Peterson Barroso Simão, da 3ª Vara Criminal de Niterói, na Região Metropolitana do Rio.

O crime aconteceu quando Patrícia Acioli chegava em casa, em Piratininga, na Região Oceânica de Niterói. Ela foi atingida por 21 tiros.

O juiz informou que a permanência dos dois réus em Bangu 8 tem caráter provisório. Os suspeitos estavam presos no presídio Bangu 1. Segundo a decisão, a transferência refere-se aos acusados Charles Azevedo Tavares e Sammy dos Santos Quintanilha.

Confira abaixo a íntegra da decisão do juiz Peterson, na terça-feira (17):

"Considerando o fax hoje recebido e que se refere ao oficio nº 42/2012, emitido pelo Exmo. Senhor Secretário de Administração Penitenciária, Dr. Cesar Rubens Monteiro de Carvalho, entende este Juízo que deve acompanhar o que foi dito no último parágrafo deste documento. Ou seja, ´que a Penitenciária Pedrolino Werling de Oliveira - Bangu VIII seria a mais adequada para acolhê-los´. Esta transferência se refere aos acusados CHARLES AZEVEDO TAVARES e SAMMY DOS SANTOS QUINTANILHA, ambos com problemas de saúde. Assim, determino a transferência desses acusados para o Presídio Bangu VIII, devendo ser adotadas todas as cautelas legais de garantia e segurança. Esta decisão é em caráter provisório, enquanto persistirem as necessidades para recuperação do estado físico e mental dos mesmos, pelo período de 90 (noventa) dias diante da urgência que o caso requer. Oficie-se. Ciência ao Ministério Público e às partes."

Presídio federal
No dia 16 de dezembro, outros dois PMs acusados de envolvimento na morte de Patrícia foram transferidos para a Penitenciária Federal de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul. São eles o tenente-coronel Claudio Luiz Silva de Oliveira, acusado de ser o mandante do crime, e o tenente Daniel Santos Benitez Lopes.

Dentre os quatro presídios federais de segurança máxima, Campo Grande é o único com ala reservada para ex-policiais ou policiais acusados, que devem ser mantidos separados dos demais por risco de eventuais ameaças.

Com capacidade para 208 presos, a Penitenciária Federal de Campo Grande abriga hoje aproximadamente 150 pessoas. As celas são individuais e os corredores são monitorados permanentemente por câmeras de segurança. Todos os presos são enviados para lá temporariamente, nunca cumprindo toda a pena determinada pela Justiça. Nos primeiros dez dias, todos que chegam passam por uma triagem, que inclui exames médicos e psicológicos. Nesse período, não têm direito de receber familiares, apenas visitas de advogados

Acusados serão julgados por júri popular
Em dezembro, o Tribunal de Justiça decretou que todos os 11 policiais militares acusados do crime sejam julgados pelo júri popular. A decisão foi do juiz da 3ª Vara Criminal de Niterói, Peterson Barroso Simão. Os advogados que fazem a defesa dos PMs disseram que vão entrar com recurso contra a decisão.

Os 11 réus respondem por homicídio triplamente qualificado e por formação de quadrilha armada, já que também são acusados de ficar com o espólio do tráfico de drogas - armas e dinheiro apreendidos durante operações em favelas de São Gonçalo.

Apenas o PM Handerson Lents, do batalhão de Niterói, não é acusado pelo segundo crime, pois segundo as investigações, ele não pertencia à quadrilha, somente teria conduzido, um mês antes do fato, três PMs à residência da vítima, com o objetivo de identificar e apontar o local.

Juíza
A juíza Patrícia Acioli tinha um histórico de condenações contra criminosos que atuavam em São Gonçalo. Entrem os alvos investigados por ela, estavam quadrilhas que agem na adulteração de combustíveis e no transporte alternativo, entre outros crimes.

Investigações apontam que a ordem para o crime teria sido do tenente-coronel Cláudio Oliveira, na época comandante do batalhão de São Gonçalo, cidade onde Patrícia atuava como juíza criminal. As informações são do G1.

 

 

Camaçari Fatos e Fotos LTDA
Contato: (71) 3621-4310 | redacao@camacarifatosefotos.com.br, comercial@camacarifatosefotos.com.br
www.camacarifatosefotos.com.br